4.3 - A copa do mundo
Objetivos:
Desenvolver e/ou permitir a detecção das capacidades de: comunicação e
expressão, análise e
síntese, senso de realidade e trabalho em equipe.
Nº de Participantes: de 10 a 20 participantes
Material: Cópia do texto para cada equipe.
Desenrolar:
O facilitador divide o grupo em equipes, dando 10
minutos para discussão do texto A Copa do Mundo.
Abre-se a discussão informando ao grupo que devem
chegar a um consenso sobre a situação.
Comentários:
O facilitador poderá intervir durante a discussão
questionando colocações (a fim de averiguar qual a linha de
pensamento utilizada pelo participante) ou mesmo
perguntando a um participante menos ativo qual a posição
dele sobre o que um determinado colega acabou de
falar. Esta estratégia é essencial principalmente em grupos
com um grande número de pessoas.
Em muitas organizações o processo decisório é algo
que envolve não só escutar o outro, mas, principalmente,
identificar os prós e os contras de cada situação
para, somente depois, tomar uma posição baseada em
argumentos coerentes e nas opiniões dos membros da
equipe.
A COPA DO MUNDO
A Copa do Mundo é um dos eventos mais esperados
pelos apaixonados por futebol no mundo todo. Apesar de
ainda faltar alguns anos, a Seleção Brasileira já
está se preparando para mais esse grande espetáculo do
esporte.
A Telez foi convidada para ser um dos fornecedores
de tecnologia para viabilizar a execução de um dos maiores
eventos de interação via Internet já ocorridos no
País - um chat com o Técnico da Seleção
e a Equipe de
Jogadores antes da entrada no campo, durante os
intervalos e após o jogo.
A participação nesse evento propiciará uma
visibilidade internacional para sua empresa, além de um faturamento
comparável a 20% de sua receita do ano passado. Não
há dúvidas de que estrategicamente e financeiramente é
muito importante ser escolhido como fornecedor
desse evento.
Os dilemas:
A Telez é uma empresa de transmissão de dados e voz
via cabo. Sua rede vem sendo modernizada nos últimos
4 anos, mas ainda existem áreas nos grandes centros
cuja qualidade da operação está limitada em função da
antiguidade da rede.
No evento da Copa está previsto o volume de 6
milhões de pessoas utilizando o acesso discado para participar
do chat a cada jogo. Em algumas regiões
importantes, como por exemplo, o interior de São Paulo, a rede de
cabos ainda não foi restaurada para assegurar
qualidade de serviço no volume de acessos que está sendo
esperado.
A Equipe de Planejamento de Rede realizou estudos e
já indicou que, em 40% das regiões onde o volume de
acesso deve ser alto, a qualidade da rede não será
capaz de suportar e viabilizar o serviço de qualidade.
Alternativas:
1. Aceitar o convite e fornecer o serviço de acesso
via internet ao chat com a equipe da seleção, sabendo que,
nesta alternativa, existe o risco de comprometer a
imagem da Telez em algumas regiões onde o serviço pode ser
interrompido.
2. Declinar ao convite, assumindo o prejuízo à
imagem e à lucratividade, se ocorrerem problemas no serviço.
Observações:
Você não tem orçamento para restaurar a rede nessas
áreas. Qualquer utilização de verba extra para esse
projeto implicará em não atendimento do cronograma
de manutenção preventiva e corretiva em outras áreas
com grande concentração de usuários e com longo
tempo de espera.
A Telez passa por um momento financeiro de queda de
lucratividade em função da perda de faturamento,
especialmente após a entrada de um novo
concorrente.
4.4 - A peça que faltava
Objetivos: Observar o trabalho em equipe,
comunicação, liderança e comportamento sob pressão.
Nº de Participantes: até 25 participantes
Material: 8 quebra cabeças de 20 peças cada, 1
envelope para cada participante contendo peças variadas e
misturadas dos 8 quebra-cabeças, cartaz informando
as regras do jogo.
Desenrolar:
O facilitador expõe ao grupo:
"Vocês vão receber um envelope contendo peças
de alguns quebra-cabeças que só deverão ser abertos quando
for sinalizado o início do jogo.
A tarefa será montar os quebra-cabeças. O trabalho
é em equipe e não individual."
Regras do Jogo:
Todos deverão trabalhar em silêncio total (não será
permitida a comunicação verbal).
As peças que você não quiser poderão ser passadas
somente para seu companheiro da direita.
Você não pode tomar peças, apenas ceder as que você
não quiser.
Fase I
Não informar o tempo (15 minutos).
Pode-se dar dicas: algumas pessoas estão segurando
peças e ferramentas necessárias para a
entrega do serviço.
Fase II
Informar o grupo que dispõem de 10 minutos para
acertarem o processo e procedimentos para a
obtenção do resultado necessário.
Fase III
Disponibilizar mais 10 minutos para o fim das
atividades.
4.5 - Anúncio classificados
Objetivos: Apresentação, indicado para início de
curso, ajudando a romper o gelo e despertando interesse de
uns pelos outros.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Papel e canetas coloridas para todos,
fita adesiva para prender os anúncios na parede ou quadro.
Desenrolar:
O facilitador entrega a cada participante uma folha
em branco, solicitando que, em dez minutos, cada um deve
escrever um Anúncio Classificado, como os que se
veem nos jornais, oferecendo algum serviço, curso ou outra
coisa. O anúncio terá o objetivo de anunciar a
própria pessoa por intermédio de um produto ou serviço com o
qual ela se identifica.
O facilitador informa que ninguém deve escrever o
próprio nome no anúncio.
Os classificados deverão ser afixados na parede e
os participantes poderão lê-los durante alguns minutos,
tentando descobrir quem são as pessoas anunciadas.
Ao final o facilitador conduz uma discussão
dirigida perguntando inicialmente:
· Quem se
reconheceu através do anúncio classificado?
· Quantas
pessoas pensavam se conhecer e descobriram que não se conheciam direito?
· Como cada
um se sentiu, vendo seu anúncio classificado sendo lido pelos outros?
"Podemos trocar os anúncios entre os
participantes, sem necessariamente colocar na parede ou no quadro."
4.6 – Argolas
Objetivos: Propiciar um momento de feed-back ao
grupo, facilitando a manutenção ou mudança de
comportamentos e atitudes.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Argolas verdes e amarelas, em número
proporcional aos participantes do grupo.
Desenrolar:
Pede-se que os participantes formem um círculo
único.
O facilitador entrega duas argolas a cada
participante, sendo uma verde e outra amarela. O verde vale por um
reforço positivo a alguma qualidade percebida. O
amarelo vale como um ligeiro toque, ou um sinal de alerta,
quanto a algum aspecto observado.
Ao som de música instrumental suave, o facilitador
pede que cada colega vá oferecendo as argolas aos demais,
de acordo com as seguintes regras:
· Cada
participante só poderá entregar uma argola se comunicar ao colega a qualidade
observada, se
verde, ou o significado do alerta, se amarela.
· Cada
participante só poderá entregar uma argola para um mesmo colega.
· Uma argola
só pode ser entregue se o colega ainda não recebeu uma daquela cor.
· Cada
participante só poderá receber duas argolas, sendo uma de cada cor
Ao final o facilitador permite que todos comentem
livremente o exercício. É importante dar um tempo suficiente
para que todos possam se expressar, uma vez que
este exercício revolve em profundidade a auto-imagem da
pessoa.
4.7 – As cadeiras
Objetivos: Desenvolver o poder comunicação e
negociação de conflitos.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Uma cadeira.
Desenrolar:
O facilitador separa os participantes em pares e
define um voluntário, o qual se que sentará na cadeira.
O outro voluntário terá a tarefa de persuadir o
primeiro a levantar-se da cadeira.
Cada dupla ao seu tempo vem à frente para a
representação.
Para a representação o facilitador irá, a cada
dupla, dizer que a cena se passará em um "pano de fundo"
Situações para o "pano de fundo":
· Encontrar
alguém sentado no seu lugar no teatro.
· Voltar do
toalete e encontrar alguém no seu lugar, no cinema.
· Encontrar
o seu lugar ocupado no segundo dia de um programa de treinamento.
· Um garçom
desastrado.
· Um maitre
tentando fechar o restaurante.
· O operador
de uma cadeira elétrica.
· Estar
sentado num avião caindo.
· A mãe
chamando o filho para o jantar.
· Um
dentista.
· Um oficial
evacuando o Titanic.
· Um
enfermeiro querendo levar o paciente para a cama.
· Uma pessoa
idosa querendo se sentar no ônibus.
4.8 – Aulinha
Objetivos: Verificar grau de conhecimento técnico;
cultura (geral); comunicação e expressão; capacidade de
síntese; clareza e linguagem clara, correta e
expressiva.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Papel e caneta para cada participante,
flip-chart.
Desenrolar:
O facilitador fornece a cada participante o título
de um tema para dissertação, podendo ser utilizado somente um
tema para o grupo ou vários temas com uma
introdução para auxiliar os participantes.
Entrega-se uma folha em branco para que cada
participante possa lançar nela, no mínimo, dois assuntos da
atualidade ou de notícias recentes de jornais. Em
seguida o facilitador irá recolher os assuntos propostos,
expondo-os (através de flip-chart ou lendo-os) aos
participantes para que escolham um deles. Alguns vão preferir
seus próprios temas enquanto que outros vão decidir
mudar para um tema mais atraente e relevante à sua
personalidade ou preferência pessoal.
O facilitador ainda pode fornecer, à sua escolha,
cada participante um assunto da lista ou sortear os artigos entre
os participantes.
A seguir passa-se as seguintes informações:
· Com base
no artigo, cada participante terá que preparar uma aula;
· O
candidato deverá planejar a aula e poderá se valer dos recursos disponíveis
(retroprojetor; quadro
branco; flip-chart; multimídia, etc) e das técnicas
mais convenientes para o desenvolvimento da aula;
· O tempo de
apresentação deverá ser, no mínimo de 5 minutos e, no máximo, 10 minutos;
· O
candidato terá 45 minutos para preparar/planejar a apresentação;
· Na sua
apresentação, será sinalizado o tempo para o candidato da seguinte maneira: no
8º minuto,
cartão amarelo, indicando que faltam 02 minutos
para acabar o tempo, e, no 10º minuto, cartão
vermelho, sinalizando que o tempo acabou, quando
então encerra-se a exposição;
· A
"plateia" não poderá interromper o palestrante. Alternativa: Se
alguém tiver pergunta, fará por escrito,
durante a exposição;
· Ao final
de cada apresentação as perguntas serão entregues ao facilitador, que as
repassará aos
participantes. Ao final de todas as apresentações
haverá uma rodada final que será de 1 minuto para
cada palestrante responder às perguntas;
· Será
sorteada na hora a ordem de apresentação dos temas;
Indicadores de qualidade quanto à apresentação:
· O
palestrante demonstrou compreensão do conteúdo?
· O conteúdo
foi apresentado com argumentação consistente?
· O conteúdo
foi apresentado com objetividade?
· O
"palestrante" agregou informações à matéria proposta?
· O
"palestrante" fugiu do tema?
· O
palestrante utilizou bem o tempo estimado?
Indicadores de qualidade quanto ao apresentador:
O palestrante "chamou a atenção" por:
· Sua
empatia?
· Sua
dicção?
· Sua voz e
seu vocabulário? (voz vibrante? Convincente? Sem vida? Fraca?)
· Domínio da
plateia?
· Sua
ansiedade?
· Vícios de
linguagem?
· Gesticular
demais?
· Falar como
um robô?
· Demonstrar
segurança?
· Apresentar
suas ideias de forma clara e objetiva?
· Fazer uma
apresentação motivadora?
· Interagir
com a plateia?
· Ser
criativo?
· Utilizar
adequadamente os recursos disponíveis?
Indicadores de qualidade quanto à didática:
· Perfeito
domínio e segurança do conhecimento que é objeto da exposição;
· Exatidão e
objetividade dos dados apresentados;
·
Discriminação clara entre o que é essencial ou básico e o que é
acidental ou secundário;
·
Organicidade, ou seja, boa concatenação das partes e subordinação dos
itens de cada parte;
· Correção,
clareza e sobriedade do estilo empregado;
· Linguagem
clara, correta e expressiva;
·
Conclusões, aplicações ou arremate definido.
Sobre o planejamento:
· Definir os
objetivos com clareza e precisão;
· Selecionar
as informações que pretende transmitir e organizar a sequencia de ideias em
função do
tempo disponível;
· Escolher
os materiais e os recursos dos conteúdos essenciais a serem transmitidos, sob a
forma de
resumo ou sinótico, para usar no decorrer da aula
como material de apoio;
· Distribuir
os assuntos a serem transmitidos pelo tempo disponível.
Durante a exposição:
· Apresenta
inicialmente à "plateia" o assunto que vai ser abordado no decorrer
da exposição e mostra
suas ligações com temas já estudados e conhecidos;
· Introduz o
conteúdo partindo dos conhecimentos e experiências anteriores (o que o
"aluno" já conhece);
· Estabelece
clima adequado entre os participantes e mantém a atenção dos alunos,
relacionando
conteúdo apresentado aos objetivos, interesses e
motivos dos "alunos";
· É objetivo
e preciso na exposição do tema, dando-lhe um tratamento ordenado e lógico.
· Utiliza
linguagem simples e coloquial, etc.
4.9 – Blocos de construção
Objetivos: Permitir que os participantes observem
que a comunicação em um só sentido não funciona e como
seria a situação se a comunicação se estabelecesse
nos dois sentidos.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Mesa com algum tipo de divisória (pode
ser um pedaço de tecido) que impeça que dois participantes,
sentados frente à frente, se vejam; Dois jogos
idênticos de blocos de construção, mas com alguns blocos de
cores diferentes para provocar maior confusão.
Desenrolar:
O facilitador solicita dois voluntários: um que
acredite ser bom comunicador e outro que acredite ser bom ouvinte.
Os voluntários dirigem-se à frente do grupo e
sentam-se em uma mesa que tenha sido previamente preparada.
Essa mesa deve ter uma cadeira em cada extremidade
e uma divisão no centro, de forma que nenhum dos
voluntários consiga ver o outro lado. Os demais
membros do grupo devem ficar em pé ao redor da mesa, de
modo que possam ver o que ocorre em cada uma das
divisões.
Todos devem permanecer em silêncio durante as fases
de comunicação.
O facilitador dá a cada voluntário um jogo de
blocos de construção, informando que o jogo de cada um deles tem
peças de formato idêntico às do outro.
Inicialmente pede-se "comunicador" que
construa alguma coisa com seu jogo de blocos.
Quando ele tiver
terminado, pede-se que dê instruções verbais ao
"ouvinte" sobre como construir exatamente a mesma coisa. O
"ouvinte" deve seguir as instruções
recebidas sem falar ou perguntar nada ao "comunicador".
Quando as instruções tiverem acabado o facilitador
permite que cada um dos voluntários veja o modelo
construído pelo outro.
Deve-se promover, então, uma discussão que aborde e
enfatize o fato de que os dois sentidos são essenciais
para haver boa comunicação.
O facilitador solicita que os voluntários troquem
de papéis e repitam o exercício. Desta vez, o "ouvinte" pode
questionar qualquer instrução que não tenha
entendido claramente. O "comunicador" também deve procurar
obter feedback sobre como as instruções foram
executadas.
Ao final o facilitador permite que cada um dos
voluntários olhe o modelo construído pelo outro. Desta vez eles
devem ser muito semelhantes.
Nota: Durante a discussão, o facilitador deve
assegurar-se de que os voluntários não sejam vistos como pouco
habilidosos em razão do desempenho no exercício.
Pontos para discussão
· É possível
conseguir-se uma boa comunicação em um só sentido?
· O que é
essencial para se estabelecer uma comunicação de boa qualidade?
· De quem é
o papel mais importe? Do comunicador ou do ouvinte?
Variações
Os blocos de construção podem ser substituídos por
2 conjuntos de papéis cortados em formatos especiais. Os
formatos devem ser idênticos, mas o conjunto de
cores deve ser diferente.
4.10 - Caneta na garrafa
Objetivos: Trabalhar integração, interdependência e
sinergia nas atividades em equipe.
Nº de Participantes: de 10 a 30 participantes
Material: Um barbante e uma caneta e uma garrafa
plástica para cada equipe
Desenrolar:
O facilitador divide o grupo em pequenas equipes
(no mínimo três participantes em cada uma), propondo a cada
uma delas o desafio de colocar uma caneta dentro da
garrafa obedecendo as seguintes regras:
Cada equipe irá eleger um representante, ao qual
será amarrado, em sua cintura, um barbante por onde ficará
suspensa uma caneta. A altura que a caneta ficará
suspensa será mais ou menos acima da altura do joelho.
A equipe terá um minuto para planejar como colocar
a caneta na garrafa o mais rápido possível, sendo que
apenas o representante poderá fazê-lo. Os demais
poderão instruí-lo verbalmente apenas e à distância.
À frente de cada representante de equipe (já com
suas canetas devidamente atadas à cintura) estará, no chão,
uma garrafa plástica em pé e sem tampa.
Ao sinal do facilitador cada representante tentará,
sem utilizar-se das mão, orientar a caneta até a boca da
garrafa deixando-a cair para dentro desta.
Vence a equipe cujo representante primeiro colocar
a caneta na garrafa.
Nota: por se tratar de uma dinâmica em que podem
surgir brincadeiras desagradáveis, convém orientar os
participantes e manter a ordem a fim de que não
hajam brincadeiras de mau gosto ou acidentes.
Ao final o facilitador pode indagar ao grupo:
· Como foi
desenvolvida a experiência?
· Quais
critérios foram utilizados?
· Qual o
sentimento gerado na equipe quando a caneta passava resvalando e não entrava na
garrafa?
Variações:
· Fornecer
uma caneta e garrafa a cada participante de cada equipe, vencendo a equipe que
primeiro
colocar suas canetas nas garrafas.
· Vendar os
olhos do representante da equipe, o qual terá dois auxiliares segurando-o e
orientando-o,
verbalmente, para o cumprimento da tarefa.
· Não
permitir que a equipe interaja verbalmente com o representante, admitindo
apenas gestos e
mímicas como forma de comunicação.
4.11 – Casamento em alto mar
Objetivos: Desenvolver a flexibilidade, liderança e
a capacidade de comunicação através do consenso.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Cópia do texto para cada participante
Desenrolar:
O facilitador irá entregar o texto abaixo a cada
participante, pedindo que, após a leitura, classifique os
personagens conforme orientado ao final do texto:
Um casal de noivos marcou seu casamento e decidiu
realizar a cerimônia em alto mar. Eles tomaram um barco
conduzido por um experiente marinheiro, uma senhora
e um amigo do noivo.
Durante a viagem, veio uma tempestade muito forte,
e o noivo foi tragado pela água, perdendo-se no mar. A
noiva procurou o marinheiro e implorou para que ele
resgatasse seu noivo. O marinheiro propôs, levando em
conta que ela não tinha dinheiro suficiente para
pagar por um serviço tão perigoso, que pelo menos cortasse um
dedo de sua mão esquerda como prova de amor.
A noiva, sem saber que decisão tomar, pensou que a
velha senhora pudesse ajudá-la com sua sabedoria. A
senhora disse: "Faça o que quiser, não posso
decidir por você."
Depois de pensar muito, decidiu aceitar a proposta
do marinheiro, pedindo ao amigo de seu noivo que a
ajudasse a cortar o dedo. O marinheiro então,
cumprindo sua promessa, resgatou o jovem noivo do mar.
Logo que recobrou os sentidos e soube do acontecido,
virou-se para a noiva e disse que não casaria mais com
ela, pois não conseguiria vê-la sem um dos dedos da
mão.
O amigo do noivo, ao ouvir sua decisão,
imediatamente propôs à jovem casar-se com ela. A jovem não só
aceitou a proposta como pediu ao marinheiro que
jogasse novamente seu antigo noivo ao mar.
Individualmente, classifique os personagens da
história de 01 a 05, sendo:
1 = Pior
5 = Melhor
( ) Noiva
( ) Noivo
( ) Amigo do noivo
( ) Marinheiro
( ) Velha senhora
Após todos preencherem suas folhas o facilitador
pedirá que o grupo chegue a um consenso, observando
durante a discussão as atitudes de liderança,
comunicação, flexibilidade e consenso.
4.12 – Círculo para fora
Objetivos: Refletir sobre nossa tendência de sempre
nos voltarmos para dentro, sobre nós mesmos, ao invés de
para fora, para o ambiente externo.
Nº de Participantes: de 15 a 30 participantes
Material: Não necessita material
Desenrolar:
O facilitador pede que se forme um círculo. Com o
círculo formado, chama a atenção do grupo para o fato de que
todos estão voltados para dentro, discutindo isso
com o grupo e relacionando com a introspecção humana.
Em seguida, o facilitador um desafio: sem soltar as
mãos, ou seja, com a mesma formação, criar uma forma de
que todos se voltem para fora, de modo que todos
estejam olhando para o ambiente externo.
O facilitador deve propiciar ao grupo a
manifestação dos seus sentimentos, buscando, em seguida, analisar o
desenvolvimento da atividade e, por último,
correlacionar com o nosso contexto de trabalho.
4.13 – Círculo refeito
Objetivos: Quebrar o Gelo e também permitir a
introdução do tema Comunicação.
Nº de Participantes: no mínimo 8 participantes
Material: Vendas para os olhos.
Desenrolar:
O facilitador pede aos participantes que
formem um círculo, em pé.
Pede então que, um por vez, cada participante faça
um som (com a boca, pé, mão, etc) característico de forma
que todo o grupo ouça. Nenhum participante poderá
fazer um som igual a outro que já tenha sido feito.
O facilitador pergunta se todos ouviram os ruídos
da esquerda e direita e, se necessário, pode pedir que repitam,
pela ordem, os sons.
Pede-se então que os participantes andem pela sala
misturando-se. Ao pararem o facilitador distribui vendas e
pede que um auxilie o outro a colocar a venda.
Após todos estarem devidamente vendados o
facilitador pede que os participantes reconstruam o círculo, na
posição em que se encontravam, localizando os
ruídos certos e indo na direção deles.
4.14 – Concordo, discordo
Objetivos: Exercitar a capacidade de persuasão,
formas de comunicação, bem como proporcionar
aprendizagem.
Nº de Participantes: de 8 a 20 participantes
Material: Cartelas previamente elaboradas, contendo
frases, expressões ou palavras que possam gerar
polêmica ou elucidação.
Desenrolar:
Esta dinâmica é indicada para grupos de estudo ou
treinamento formado por pessoas que já
convivam juntas e
que precisem exercitar sua comunicação e o
"colocar-se no lugar do outro".
Previamente o facilitador espalha as cartelas no
chão ou sobre uma mesa.
Cada uma das duplas deverá discutir sobre um tema
(frase, expressão ou palavra), onde, um dos dois coloca
todos os prós, e o outro, todos os contras, ou
seja, um concorda com o que está escrito na cartela, o outro
discorda.
O facilitador orienta que cada dupla, antes de
pegar sua cartela escolha de quem vai concordar e quem vai
discordar.
Solicita-se finalmente que UM dos membros de cada
dupla vá até as cartelas e pegue uma.
Cada dupla terá cinco minutos para sua discussão,
persuasão, aceitação ou, quem sabe, consenso.
Após cinco minutos invertem-se os papéis. Quem
concordou passa a discordar vice-versa.
Ao final, o facilitador abre para comentários tais
como:
· Quais os
sentimentos ou dificuldades de concordar ou discordar?
· Como foi
colocar-se no lugar do outro?
· Nossas
opiniões foram baseadas em preconceitos?
· Temos ou
não temos preconceitos?
Sugestões de frases ou palavras para as cartelas:
1.
Componentes nucleares.
2. Aborto.
3.
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo".
4. Quem tem
competência se estabelece.
5. A
conquista é uma questão de sorte.
6.
Habilitação no trânsito aos 16 anos.
7. Bater nos
filhos.
8.
Globalização.
9.
Desmatamento na Amazônia.
10. Salário
(altíssimo) de jogador de futebol.
11. Mulher
no comando de empresas.
12. Homem
cozinhando, fazendo supermercado, participando de reuniões de pais na escola,
etc..
13.
Distribuição das finanças no lar: cada um deve ser dono do seu salário.
14. TV por
assinatura.
15. Sexo na
Internet.
16.
Infidelidade: os direitos são iguais?
4.15 – Continue minha ideia
Objetivos: Trabalhar criatividade, capacidade de
sincronia, complementaridade grupal, fluência verbal, etc.
Nº de Participantes: no mínimo 8 participantes
Material: Não necessita material
Desenrolar:
Esta dinâmica é destinada a grupos de trabalho ou
treinamento formados por pessoas que já
convivem.
Trata-se de uma atividade na qual poderá ser
observado um variado estilo nas pessoas:
criatividade, diferenças
de valores, flexibilidade para aceitação ou não
desses valores, capacidade de continuidade do que o outro iniciou
bem como a fidelidade ao roteiro original.
As etapas são as seguintes:
Efetua-se a divisão dos participantes em subgrupos
de até cinco pessoas informando:
"Vocês terão, cada subgrupo, dez minutos para
desenvolver, verbalmente, uma história bonita, criativa e
interessante. Usem sua imaginação e procurem
colocar o melhor nível de detalhamento possível".
Pode-se fornecer um tema ou título da história ou
deixá-lo para ser definido pelos componentes do subgrupo.
Pede-se que, em cada subgrupo, um participante
comece a história dissertando sobre ela durante um minuto
(um participante do próprio grupo pode cronometrar
o tempo para quem está falando). Imediatamente após o
primeiro minuto, o vizinho deverá continuar a sua
história, procurando manter a lógica e o sentido da história
inicial. Mais um minuto e outro participante
continuará e, assim, sucessivamente, até chegar, outra vez, à pessoa
que iniciou a história, a qual deverá fazer o
desfecho.
Ao final os subgrupos retornam ao grupo inicial, e
as pessoas poderão falar:
· Como foi a
escolha da história?
· A história
teve algum sentido?
· Como foi
perceber sua história totalmente modificada, ao longo do processo?
· Como
podemos avaliar o nível de sincronização dos grupos?
4.16 – Conversando a gente se entende
Objetivos: Promover o exame de vários tópicos
referentes ao processo de comunicação bem como propiciar o
desenvolvimento de habilidades de observação e
diálogo.
Nº de Participantes: no mínimo 9 participantes
Material: Cartaz explicativo.
Desenrolar:
Divide-se o grupo em trios instruindo-os sobre os 3
papéis que cada um exercerá sucessivamente: informante,
ouvinte, observador.
A atividade consiste em abordar um assunto
polêmico, de preferência do momento, em três rodadas de
aproximadamente 10 minutos (conforme demonstra o
quadro).
Após cada rodada os participantes devem fazer, no
trio, uma avaliação do processo posicionando-se sobre:
· Como se
sentiu;
· Como
sentiu a participação do outro e como decorreu a comunicação.;
· Ao final o
grupo deve fazer um relato de sua experiência para os demais.
Papéis:
·
Informante: seu objetivo é expor as ideias de maneira clara e
convincente. O ouvinte deverá ser capaz
de saber exatamente qual opinião que você tem
acerca do assunto.
· Ouvinte:
seu objetivo é captar exatamente o que o informante pensa sobre o assunto.
Procurar não
interrompê-lo. Ajude-o com perguntas esclarecedoras
e verificações de entendimento. Você não pode
discutir o que é dito. Muito menos
contra-argumentar ou criticar.
·
Observador: seu objetivo é observar o que se passa entre informante e
ouvinte. Não participe, em
hipótese alguma, da conversa. Anote o que
considerar importante para futuro feedback.
Questões para discussão em plenária:
1. O que aprendemos com a atividade?
2. Que papel foi mais difícil desempenhar? Quais os
motivos?
Modelo do cartaz:
RODADA
PAPEL
1a 2a 3a
Informante
A C B
Ouvinte
B A C
Observador
C B A
4.17 – Correio elegante
Objetivos: Analisar problemas de comunicação
durante as transmissões de mensagens.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Papel, caneta para cada participante.
Desenrolar:
O facilitador pede que cada um redija uma mensagem
para um dos colegas, orientando que cada um deve pedir
ao companheiro do lado (que não deve ser o
destinatário) que transmita a mensagem para o destinatário (não
entregar a redação, só falar).
Pode ser feita uma segunda rodada, usando mais de
um intermediário para passar a mensagem.
Conclusão: Enfatizar as distorções na transmissão
da mensagem, uso de palavras que não foram ditas por
quem mandou a informação, aumento ou redução da
mensagem, entonação distinta da intencionada
(transformar uma mensagem séria em gracejo, por
exemplo).
4.18 – Criando com limites
Objetivos: Verificar a criatividade do grupo ou do
participante.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Não necessita material
Desenrolar:
O facilitador explicará aos participantes que eles
terão que criar uma propaganda de rádio, a qual será
apresentada posteriormente aos demais.
A propaganda será sobre os seguintes produtos:
· Cigarro
· Sabonete
· Pasta de
dentes
O facilitador explica que a única regra é que, para
cada produto, não poderão dizer algumas palavras:.
Para o cigarro não poderão dizer:
· Fumar
· Cigarro
· Hálito
· Prazer
· Maço
· Tragada
· Sabor
· Nicotina
· Acender
Para o sabonete não poderão dizer:
· Banho
· Suave
· Higiene
· Sabonete
· Beleza
· Espuma
· Perfume
· Limpeza
· Corpo
Para a pasta de dentes não poderão dizer:
· Dentes
· Hálito
· Pasta
·
Refrescante
· Cáries
· Dentifrício
· Sabor
· Flúor
· Escova
4.19 – Dentro e fora
Objetivos: Conseguir uma comunicação profunda entre
os participantes.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Crachás com escritos: de dentro e de fora
para repartir nos grupos.
Desenrolar:
O facilitador começa com uma motivação sobre a
importância da comunicação, os níveis de manifestação da
personalidade, etc.
Em seguida, formam-se grupos de 8 a 10 pessoas. A
metade do grupo recebe o número 1 e a outra metade, o
número 2. Os números 1 serão os de dentro e os 2
serão os de fora.
Durante 45 minutos os de dentro falarão sobre “que
imagem tenho de mim mesmo?”. Enquanto isso, os de fora
devem escutar com atenção.
Depois, dá-se 45 minutos para que os de fora falam
sobre “que imagem creio que os demais têm de mim?” e os
de dentro escutem com carinho.
Depois, separa-se os de dentro dos de fora e nestes
subgrupos e, durante 20 minutos, analisem as dificuldades
que tiveram para falar e como perceberam a
manifestação do outro sub-grupo e de cada uma das pessoas.
Reúnem-se novamente os de dentro e os de fora para
comentar o que conversaram nos sub-grupos.
Em plenária, todos os grupos falam sobre a
experiência como um todo, mas não sobre as manifestações
pessoais realizadas em grupo.
"Essa dinâmica objetiva também trabalhar a
relação interpessoal, dependendo da situação estabelecida."
4.20 – Dizendo por dizer
Objetivos: A partir de uma frase pronta, a pessoa
desenvolva ideias coerentes e aprenda a manifestar sua
opinião.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Uma frase escrita em um papel para cada
participante.
Desenrolar:
Divide-se o grupo em equipes de 5 pessoas.
Cada participante recebe uma frase (ou escolhe).O
facilitador dá 15 minutos para que cada um, em silêncio,
organize as ideias para, em 5 minutos, explicar o
significado da frase e elabore um discurso que convença o
grupo de que a afirmação é verdadeira.
A equipe deve ter alguém para cronometrar o tempo e
todos os participantes devem anotar o que pensam do
discurso de cada um dos companheiros da
equipe.
O facilitador deve estar atento para que não seja
um debate de ideias, mas análise da lógica e da capacidade de
convencimento de quem está falando.
Sugestões de frases:
1. A bomba
está perto de explodir.
2. O circo
vale mais do que o pão.
3. Um por
todos, todos por um.
4. A causa
verde dá dinheiro.
4.21 – Emoções
Objetivos: Introduzir o tema "Comunicação no
Atendimento"
Nº de Participantes: Não há limites
Material: 2 baralhos, Flip Chart, pincel.
Desenrolar:
Enumerar todas as cartas do baralho no flip chart.
Solicitar que sejam atribuídas emoções a cada carta
do baralho (do Ás ao Rei).
Embaralhar as cartas e distribuir de 7 a 11 cartas
para cada participante (dependerá do tamanho do grupo)
Regras do jogo:
· Um
voluntário deve escolher uma emoção e separar a(s) carta(s) correspondente(s),
atentando para
que o restante do grupo não descubra a carta
escolhida.
· Dirigir-se
à frente da sala e expressar a emoção sem verbalizá-la (duas no mínimo).
· Os outros
participantes separam a(s) carta(s) relativa(s) à emoção apresentada (sem
mostrar a figura
ou comentar em voz alta).
· Ao sinal
do facilitador, todos viram as cartas.
· Quem
acertou, tira as cartas em questão do jogo.
· Quem
errou, recebe duas novas cartas por carta que tinha separado.
· O
participante que terminar as cartas pode optar por sair do jogo ou solicitar
mais cartas ao facilitador.
Nota:
Todos devem representar emoções. Se mais de 50% do
grupo errar a emoção apresentada por um participante,
este recebe carta, porque provavelmente não soube
expressar a emoção adequadamente.
Fechamento:
O facilitador deve reforçar que a comunicação seja
ela verbal (entonação de voz por exemplo) ou não verbal
(movimentos faciais e corporais, gestos, olhares,
etc.) é muito importante nas relações com as pessoas.
Como estamos nos relacionando o tempo todo com
nossos clientes, devemos utilizar e saber interpretar essas
reações.
Ao praticar a gerência por circulação
(acompanhamento) é possível identificar através da observação da postura
do funcionário diante do cliente, bem como através
das reações expressadas pelos clientes, obter indicativos
para avaliar se o atendimento está adequado ou não.
Não é possível acompanhar todos os funcionários
individualmente, durante o tempo todo. Porém pode-se ficar
atento ao movimento dos negócios e avaliar o
desempenho dos funcionários e satisfação dos clientes, através
da observação de posturas e atitudes.
Ao praticar este tipo de acompanhamento, deve-se
ter o cuidado de agir com naturalidade e espontaneidade, a
fim de não propiciar um clima de tensão e
insegurança por parte dos funcionários.
Comentar a importância da comunicação no processo
de gerenciamento de pessoas e desenvolver o tema com
base no conteúdo da apostila e material de apoio
4.22 – Encontrei uma nova profissão
Objetivos: Explorar a comunicação, criatividade,
flexibilidade e iniciativa dos participantes.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Papéis com as profissões
Desenrolar:
Cada participante, por sua vez, irá pegar um papel
com uma profissão inovadora.
O participante deverá então realizar uma
apresentação de 2 minutos sobre sua profissão inovadora, de acordo
com o papel que pegar. Ele poderá descrever como é
sua profissão, origem, mercado de atuação, metas de
expansão ou simplesmente vender o peixe fazendo
propaganda para os presentes.
Os demais participantes poderão realizar perguntas
sobre a profissão durante ou após a apresentação.
Lista de Profissões Inovadoras:
ENVERNIZADOR DE ESCADAS
PEDICURE DE ELEFANTES
DESIGNER DE TÚMULOS
REDATOR DE CARTÕES DE BOAS-FESTAS
AFIADOR DE AGULHAS DE TRICÔ
DIGITADOR DE FAXES
CHOFER DE CARRUAGEM
PINTOR DE RODAPÉ
DENTISTA DE CANÁRIOS
SOLDADOR DE TROMBONE
4.23 – Escolha cuidadosamente suas palavras
Objetivos: Expressar os sentimentos e pensamentos
através do uso de frases que permitam
uma boa
comunicação.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Papel e lápis (ou caneta) para cada
participante.
Desenrolar:
Os participantes se colocam em duplas e sentados.
O facilitador distribui lápis e papel para todos
e pede que, individualmente, listem
todas as frases que ouvem
frequentemente no seu dia-a-dia e que consideram
agressivas, ofensivas ou que causam desconforto.
Depois de alguns minutos pede-se a cada dupla que
escolha a frase mais forte e que encontrem uma forma clara
e gentil de dizer a mesma coisa.
Pode-se pedir às duplas que encenem a frase de
forma gentil e depois apresente a turma qual era a frase
considerada agressiva ou ofensiva.
O facilitador pode ao final conduzir uma discussão
sobre a forma de se chegar às pessoas, a forma de como se
dirigir a cada um, etc.
4.24 – Exercício da confiança
Objetivos: Acelerar o processo de conhecimento
mútuo no grupo; estudar as experiências própria descoberta;
desenvolver a autenticidade no grupo; dar a todos a
oportunidade de falar e de escutar.
Nº de
Participantes: de 3 a 25 participantes
Material: Um número suficiente de papeletas com uma
pergunta a ser respondida em público por cada membro
participante.
Desenrolar:
O facilitador faz uma breve introdução do
exercício, falando sobre a descoberta pessoal e a importância do
exercício. Em seguida distribuirá uma papeleta para
cada participante.
Um a um, os participantes lerão a pergunta que
estiver na papeleta, procurando responder com toda sinceridade.
Ao final, segue-se um debate sobre o exercício
feito.
Perguntas para o Exercício (estas perguntas servem
de sugestões para o exercício)
· Qual o seu
“hobby” predileto ou como você preenche o seu tempo de lazer?
· Que
importância tem a religião na sua vida?
· O que mais
o aborrece?
· Como você
encara o divórcio?
· Qual
emoção é mais difícil de se controlar?
· Qual a
pessoa do grupo que lhe é mais atraente?
· Qual a
comida que você menos gosta?
· Qual o
traço de personalidade que lhe é mais marcante?
· Qual é, no
momento, o seu maior problema?
· Na sua
infância, quais foram os maiores castigos ou críticas recebidas?
· Como
estudante, quais as atividades em que participou?
· Quais são
seus maiores receios em relação a este grupo?
· Qual é a
sua queixa em relação à vivência grupal?
· Você gosta
do seu nome?
· Quem do
grupo você escolheria para seu líder?
· Quem do
grupo você escolheria para com ele passar suas férias?
· Você gosta
mais de viver numa casa ou apartamento?
· Qual o
país que você gostaria de visitar?
· Quais são
algumas das causas da falta de relacionamento entre alguns pais e filhos?
· Se você
fosse presidente da República, qual seria sua meta prioritária?
Variações
A pessoa que sorteia poderá ler a pergunta e
escolher outro participante para responder.
4.25 – Fábrica de brinquedos
Objetivos: Desenvolver a capacidade de
planejamento, comunicação, tomada de decisão, liderança e
negociação.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Sucata, papéis coloridos, cola, tesoura,
barbante e pincel atômico.
Desenrolar:
Cenário: Nossa empresa quer reaproveitar sucatas e
lançar novos brinquedos no mercado. Cada filial terá a
chance de sugerir produtos para comercialização. O
objetivo deste jogo é apresentar o maior número de
produtos dentro de critérios de qualidade?
Critérios de qualidade: Os brinquedos devem ser
inovadores e criativos; bonitos, coloridos e resistentes; dentro
dos padrões de altura mínima de 5 cm e máxima de 30
cm, seguidos de cartão de identificação com atributos e
instrução de uso.
4.26 – Galeria de artes
Objetivos: Apresentação, comunicação e valores
pessoais.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Revistas usadas, folhas de flip chart,
pincéis atômicos, tesouras, cola, papel crepom
Desenrolar:
Coloca-se todo o material no centro da sala.
O facilitador explicar ao grupo que estará numa
galeria de artes, onde seus quadros serão expostos.
Cada participante deverá compor seu quadro
utilizando somente de figuras, desenhos e palavras.
Cada participante fará seu quadro pessoal de
valores.
4.27 – Guias e cegos
Objetivos: Compreender o próprio estilo de prestar
ajuda e seu efeito sobre as outras pessoas; vivenciar uma
situação de dependência de outrem e os sentimentos
que essa situação provoca; discutir a relação entre
administração eficiente e auxilio eficiente.
Nº de Participantes: de 6 a 30 participantes
Material: Vendas para os olhos na proporção de uma
para cada três participantes.
Desenrolar:
O facilitador informa ao grupo; "Vamos fazer
um passeio de reconhecimento no prédio (limitar ao andar, ou ao
nível do ambiente que não cause transtornos com o
público externo ou com outras áreas). Só que existe uma
condição: Alguns estarão cegos. Para cada cego
teremos um guia, e para dupla, um observador".
Regras:
· Orientar o
grupo para se dividir entre os três papéis;
· Delimitar
o ambiente para o passeio; combinar por quanto tempo cada um viverá cada papel;
· Todos
deverão vivenciar os três papéis e, em seguida, reunirem-se na sala.
O facilitador dá alguns minutos para que os trios
se preparem, vendando o colega que será conduzido. Após
fazer o giro com todos pelo prédio e, retornando à
sala, inicia-se o relato dos sentimentos, perguntando, por
exemplo:
· Como vocês
se sentiram quando na posição de cegos?
· Como se
sentiram enquanto guia?
Deixa-se que o grupo extravase seus sentimentos em
cada fase da vivência. De forma natural, o facilitador
começa a abordar como se desenvolveu a experiência
questionando, por exemplo:
· O que
vocês puderam perceber na condição de observadores?
· Que
incidentes ocorreram que mais chamaram a atenção?
· Houve
algum momento em que você, como cego, ficou com receio de seguir o seu
guia?
· Houve
algum momento em que você, como guia, sentiu que seu parceiro não queria
segui-lo?
Na medida em que o grupo tenha extravasado todos os
sentimentos e relatado todo o desenvolvimento da
experiência, o facilitador inicia uma correlação
com a realidade do trabalho, perguntando, por exemplo:
· Quais as
implicações da nossa conduta, enquanto líderes, sobre o comportamento dos
nossos colegas?
· Que
relações existem entre a liderança. e o sentimento da equipe?
Deve-se lembrar ao grupo que as conclusões que
terão valor são somente aquelas que o grupo mesmo elabore.
O importante é valorizar as conclusões do grupo,
até porque todos estarão tão envolvidos na experiência vivida
que terão pouco espaço mental para analisarem as
conclusões do facilitador.
4.28 – História substantivada
Objetivos: É um momento de descontração no meio ou
no começo de um dia de trabalho, além disso, ajuda a
desenvolver a criatividade e a capacidade de se
trabalhar em grupo.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Uma folha com 20 substantivos, 10
adjetivos e 5 verbos para cada equipe. Papel e caneta para que
possam anotar a história que tiverem inventado.
Desenrolar:
Divide-se o grupo em equipes de 3 a 4
participantes.
Cada equipe deverá que inventar uma história em que
entrem as palavras anotadas na folha de papel que
receberam, e na sequência em que estão anotadas na
mesma.
Os substantivos e adjetivos devem ter os mais
diferentes significados para que a história se torne bem
interessante. O facilitador explica o que terá que
ser feito e as equipes terão cinco minutos para prepararem sua
história.
Cada equipe lê sua história em voz alta para os
demais.
Ganha a equipe que respeitar melhor respeitar a sequência
dada na folha, que usar todas as palavras, que tiver
feito a história dentro do prazo.
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