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domingo, 16 de setembro de 2012

Dinâmicas Diversas - Bloco 02


2. ASSERTIVIDADE

 

2.1 - Até que ponto sou assertivo

 

Objetivos: Rever na própria vida experiências de assertividade, agressividade e de não assertividade.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Não necessita material   Desenrolar: 

I.  O facilitador lerá o texto abaixo, deixando um intervalo de tempo depois de cada história, para que os

participantes identifiquem se o personagem foi assertivo, não assertivo ou agressivo; assim como, comentar

experiências próprias que tenham recordado e qual resposta assertiva encontraram para o exemplo de não

assertividade e de agressividade:

OCASIÃO EM QUE NÃO FUI ASSERTIVO:

Na semana passada meu irmão pegou R$ 500,00 de minha carteira sem pedir-me; em consequência não pude ir

ao cinema ver o filme que queria esta noite. Ele costuma fazer coisas como estas, mas nunca lhe digo nada.

OCASIÃO EM QUE FUI AGRESSIVO:

Uma amiga discutia comigo na oficina. Eu tinha dor de cabeça, assim lhe disse gritando que ela era uma pessoa

sem consideração, imatura, e me fui deixando-a falando sozinha. 

OCASIÃO EM QUE FUI ASSERTIVO:

Outro dia, ia eu com um amigo no carro e este me pediu um cigarro; lhe disse que fumar em um espaço tão

reduzido e fechado não me agradava e pedi por favor, que não fumasse enquanto estivéssemos dentro do carro.

Ele então apagou o cigarro.

II. O facilitador solicita aos participantes que façam uma autoanálise sobre os comportamentos (agressivo,

assertivo e não assertivo) que demonstram em cada uma das áreas da vida:

·  Saúde

·  Trabalho

·  Economia

·  Família

·  Sociedade

·  Estudos (atuais)

·  Valores

III. O facilitador divide subgrupos para que comentem suas respostas.

IV. O facilitador conduz um processo para que o grupo análise como se pode aplicar o que foi aprendido em sua

vida.

 

2.2 - Concordo, discordo

 

Objetivos:  Exercitar a capacidade de persuasão, formas de comunicação, bem como proporcionar

aprendizagem.

Nº de Participantes: de 8 a 20 participantes

Material:  Cartelas previamente elaboradas, contendo frases, expressões ou palavras que possam gerar

polêmica ou elucidação. 

Desenrolar: 

Esta dinâmica é indicada para grupos de estudo ou treinamento  formado por pessoas que já convivam juntas e

que precisem exercitar sua comunicação e o "colocar-se no lugar do outro".

Previamente o facilitador espalha as cartelas no chão ou sobre uma mesa.

Cada uma das duplas deverá discutir sobre um tema (frase, expressão ou palavra), onde, um dos dois coloca

todos os prós, e o outro, todos os contras, ou seja, um concorda com o que está escrito na cartela, o outro

discorda.

O facilitador orienta que cada dupla, antes de pegar sua cartela escolha de quem vai concordar e quem vai

discordar.

Solicita-se finalmente que UM dos membros de cada dupla vá até as cartelas e pegue uma.

Cada dupla terá cinco minutos para sua discussão, persuasão, aceitação ou, quem sabe, consenso.

Após cinco minutos invertem-se os papéis. Quem concordou passa a discordar vice-versa.

Ao final, o facilitador abre para comentários tais como:

·  Quais os sentimentos ou dificuldades de concordar ou discordar?

·  Como foi colocar-se no lugar do outro?

·  Nossas opiniões foram baseadas em preconceitos?

·  Temos ou não temos preconceitos?

Sugestões de frases ou palavras para as cartelas:

1.  Componentes nucleares.

2.  Aborto.

3.  "Manda quem pode, obedece quem tem juízo".

4.  Quem tem competência se estabelece.

5.  A conquista é uma questão de sorte.

6.  Habilitação no trânsito aos 16 anos.

7.  Bater nos filhos.

8.  Globalização.

9.  Desmatamento na Amazônia.

10.  Salário (altíssimo) de jogador de futebol.

11.  Mulher no comando de empresas.

12.  Homem cozinhando, fazendo supermercado, participando de reuniões de pais na escola, etc..

13.  Distribuição das finanças no lar: cada um deve ser dono do seu salário.

14.  TV por assinatura.

15.  Sexo na Internet.

16.  Infidelidade: os direitos são iguais?

 

2.3 - Consenso

 

Objetivos: Desenvolver o trabalho em equipe, assertividade e comunicação.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Um cópia do checklist para cada participante.

Desenrolar: 

O facilitador distribui uma cópia do checklist para cada participante. Cada um deve selecionar as dez qualidades

que consideram mais importantes em ordem decrescente de importância.

Quando tiverem terminado, pede-se para riscarem as cinco menos importantes.

Dão-se 10 minutos para o grupo chegar ao consenso sobre quais são as qualidades mais importantes para um

profissional.

Checklist de qualidades pessoais:

Para mim é importante que uma outra pessoa:

 

tenha senso de humor  seja sábia

seja bondosa  diga o que pretende

seja divertida  seja lógica

seja compreensiva  seja receptiva

seja amigável  tenha conhecimento

seja ultrajante  saiba escutar

seja digna de confiança  seja cínica

seja extrovertida  seja generosa

tenha espírito esportivo  seja confiante

seja honesta  seja atraente

seja crítica  seja calma

seja capaz de entender os outros  me compreenda

seja falante  seja correta

escute com atenção  seja agressiva

seja criativa  mantenha o controle

seja elegante  faça o melhor possível

seja espontânea  seja ativa

seja madura  seja previsível

tenha espírito infantil  seja consistente

 

 

2.4 - Direitos assertivos

 

Objetivos: Desenvolver o auto-conhecimento e a assertividade. Exploração da auto-afirmação, suas ligações e

seus limites.

Material: Para cada participante: Folhas e lápis, Folha "Direitos Assertivos: Eu tenho direito", Folha "Direitos

Assertivos: Os outros têm direito de receber de mim".

Desenrolar: 

I. Solicita-se aos participantes que identifiquem individualmente os direitos que creem ter na família, no trabalho

e na sociedade.

II.  Formam-se subgrupos e se pede que destaquem, com as contribuições de cada participante, pelo menos

cinco direitos que o subgrupo crê ter no ambiente familiar, do trabalho e social.

III. Quanto terminarem, cada subgrupo lerá suas conclusões pedindo-se que se expliquem separadamente cada

um dos pontos solicitados.

IV. O facilitador pede então que, dado que foram determinados estes direitos, passem a determinar aqueles

direitos os membros de sua família, os colegas de trabalho e a sociedade têm direito de receber de cada

participante.

V. O facilitador conduz um processo para que o grupo analise como se pode aplicar o aprendizado obtido em sua

própria vida.

DIREITOS ASSERTIVOS (folha para o participante)

EU TENHO DIREITO:

Em minha casa a...

Em meu trabalho a...

Em meu grupo de amizades a...

(folha para o participante)

OS OUTROS TÊM O DIREITO DE RECEBER DE MIM:

Em minha casa a...

Em meu trabalho a...

Em meu grupo de amizades a..

2.5 - Escalada

 

Objetivos: Permitir que os participantes experimentem êxito na comunicação em situações de tensão. Capacitar

os participantes para a comunicação em situações de tensão.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Folhas de papel e lápis para cada participante.

Desenrolar: 

O grupo deve ser dividido em subgrupos de 6 a 8 participantes.

I. O facilitador introduz a dinâmica e apresenta os objetivos.

II. Conduz-se uma chuva de ideias para formar uma lista de situações típicas de tensão (aproximadamente 10

minutos).

III. Conversa-se um pouco a fim de definir assertividade e apresentam-se algumas orientações específicas para

a formulação de respostas assertivas.

IV. Distribui-se lápis e papel para que cada participante registre uma situação real ou hipotética que produza

tensão e que eles gostaria de praticar para obter uma resposta adequada. Acrescenta-se que cada participante

também deverá anotar uma resposta assertiva que gostaria que  fosse capaz de obter na situação que

descreveu. Dá-se um tempo de 10 minutos.

V. Os participantes formam pares para compartilhar o que cada um escreveu.

VI. Pede-se que os pares formem então grupos de 4 a 6 participantes

VII. O facilitador diz que cada um dos participantes de cada grupo vai voluntariamente compartilhar sua situação

e lhe será pedido que responda aos membros de seu grupo.

VIII. O facilitador diz aos membros de cada grupo que se formem em uma fila e em frente ao voluntário e seu

respectivo par. Explica que essas pessoas atuarão como "disputadores" para criar uma situação tensa. A pessoa

da esquerda é designada como o "disputador suave" e os papeis vão aumentando da esquerda para a direita de

tal forma que o membro da direita servirá como o "disputador mais severo".

IX. O facilitador explica os papeis (voluntário, companheiro e disputadores) que vão ser representados pelos

membros do grupo:

1. O voluntário vai relatar a situação de tensão que havia descrito. Logo responderá a cada disputador por vez.

Deverá fazê-lo com a resposta assertiva que havia exporto e que gostaria de ser capaz de dar.

2. O companheiro do voluntário vai se assegurar de que o voluntário entende a situação e apoiá-lo em sugerir

respostas específicas e assertivas como seja possível. Ele acompanha o voluntário no seguinte: a) assegura-se

de que os disputadores se apeguem as orientações que lhe foram dadas; b) oferece apoio, por meio de sua

presença, ao voluntário; c) solicita retroalimentação positiva por parte dos membros do grupo ou sobre execução

dos voluntários depois de cada novo disputador que lhes tenha enfrentado; d) consulta-se com o voluntário

seguindo cada solicitação de retroalimentação, para uma melhor resposta até o seguinte disputador, o voluntário

poderá ou não improvisar sua resposta.

3.  Cada disputador vai desempenhar um papel de antagonista na situação descrita pelo  voluntário e vai

permanecer fiel àquela situação sem aumentá-la ou adaptá-la. Cada disputador vai caracterizar o papel com o

grau de intensidade que lhe foi passado (suave ou severo). Os disputadores "suaves" podem fazer uma pergunta

ou declaração, e aí se continua. (Os disputadores que se encontram na posição mais à direita são advertidos

que não  disputem de forma definitiva.) Finalmente, todos os disputadores têm que assegurar uma boa

experiência para o voluntário, permitindo-o perseguir e desejar cada encontro.

X. Leva-se a fim então toda a caracterização (aproximadamente vinte minutos).

XI.  Os membros de cada grupo discutem a atividade focando nos pontos que ajudaram ou bloquearam o

voluntário no momento de dar respostas assertivas e em que grau as experiências fizeram com fossem aplicadas

a sua confiança e suas aptidões para comunicar respostas.

XIII. Os passos X a XII se repetem com os outros voluntários, se puder-se contar com tempo suficiente.

XIII. O facilitador guia um processo para que o grupo análise como se pode aplicar o que foi aprendido em sua

vida.

 

2.6 - Exercícios de assertividade

 

Objetivos: Verificar a assertividade dos participantes de um grupo.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Não necessita material

Desenrolar: 

Cara participante irá, por sua vez, responder ao grupo como se comportaria diante de uma das situações abaixo.

O facilitador pode sortear ou escolher a situação de acordo com o participante, sendo que mais de um

participante pode utilizar a mesma situação pois, provavelmente, eles irão apresentar soluções diferentes para

um mesmo caso:

1.  Você cometeu um erro em algum aspecto do seu trabalho. O seu superior lhe diz asperamente que isso

não é admissível num cargo como o seu. A aspereza do seu chefe tem sido muito frequente em

qualquer situação. Você tem se sentido muito mal com isso. Você...

2.  Um dos seus colegas de trabalho na empresa tem feito críticas sobre você e seu trabalho, até para o

seu chefe. Você...

3.  Um amigo pede emprestado o seu carro novo para sair com a namorada. Você...

4.  Um colega de faculdade que você não gosta muito, costuma ligar para sua casa na hora do jantar, que

é o único momento que você tem para ficar com sua família. Você...

5.  Sua namorado (a) engordou um pouco nos últimos tempos, e isso te incomoda. Você...

6.  Um dos seus cliente costuma te ligar quando você está se preparando para encerrar o expediente.

Você...   

 

2.7 - Foto-proteção

 

Objetivos:  Permitir a cada um expressar sua maneira de ser. Descrever como cada pessoa se expressa

segundo sua experiência.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Uma fotografia por equipe que manifeste uma situação humana de forma um pouco "camuflada" para

que seu significado não seja evidente, mas não de forma tão velada que seu significado seja totalmente vago,

quer dizer, uma fotografia que ajuda a imaginação e a projeção pessoal.

Desenrolar: 

Para esta dinâmica dividi-se o grupo em equipes de 4 a 6 participantes.

I. O facilitador mostra uma fotografia (cada equipe receberá uma foto). Cada participante terá 5 minutos para

descrever o que se aconteceu  antes desta foto, que está acontecendo nela e o que vai acontecer depois.

II. Cada equipe vai passando a foto de mão para os participantes da mesma. 

III. Quando cada participante tenha escrito sua narração, comentará de forma verbal, pelo menos durante 3

minutos, com os companheiros de sua equipe, a sua percepção do antes, durante e depois da cena da foto.

IV. Quando cada um dos participantes da equipe tenha exposto sua percepção da cena, o facilitador pedirá a

cada equipe que escolha um voluntário para participar de um breve plenário.

V. O facilitador conduz uma discussão dirigida para que o grupo analise como se pode aplicar o que foi

aprendido em sua vida.

 

2.8 - Laranjas Ugli

 

Objetivos: Colocar os participantes em situação de negociação a fim de se observar a negociação, persuasão,

criatividade, foco no objetivo, fluência verbal, produtividade sob tensão e saber ouvir.

Nº de Participantes: de 15 a 25 participantes

Material: Cópia do texto para cada participante.

Desenrolar: 

Escolher de um a três voluntários que representarão o produtor de laranjas ugli e dividir o restante da turma

em dois grupos.

Texto para os produtores:

Vocês são os únicos produtores de laranjas ugli no País, uma qualidade rara de laranjas, uma verdadeira

descoberta, com sementes importadas do Oriente Médio que segundo as últimas descobertas, tem um grande

poder curativo e poderá ser usado na composição de drogas poderosas no combate a doenças graves. Trata-se

de uma produção modesta. 

Em breve estarão recebendo algumas propostas de grandes laboratórios.

Cada um dos laboratórios que estão interessados na produção de Laranjas Ugli  precisam de um componente

específico da Laranja. Um está interessado na casca, outro do bagaço, e  assim por diante. Entretanto este

detalhe não será abordado pelos produtores, esperando-se que os representantes dos Laboratórios percebam e

entrem num acordo ganha-ganha. Ainda sobram o suco e a semente. As sementes interessam aos produtores

para replantio. Os produtores investiram no plantio desta qualidade de Laranja com objetivo de lucro e a procura

dos Laboratórios valorizam ainda mais esta qualidade de laranjas.

Texto do grupo 1:

Vocês fazem parte do quadro de cientistas de um grande Laboratório multinacional, Labo-saúde, que está prestes

a descobrir uma droga que será a solução definitiva para a cura da Aids. Estão dependendo apenas de uma

matéria prima rara, a casca da laranja ugli, muito difícil de ser encontrada no mercado, porém acabaram de

descobrir um produtor de laranjas Ugli, que tem uma produção abaixo das necessidades do Labo-saúde, mas

devido a grande dificuldade de se conseguir esta  espécie rara de laranjas, é uma grande descoberta e o

Laboratório empenhará todos os seus esforços para que esta produção seja integralmente fornecida para este

grandioso projeto. Fechar negócios com esse produtor será a solução para que o Labo-saúde resolva todos os

seus problemas financeiros e assuma expressão no mercado mundial pela grande descoberta...

Texto do grupo 2:

Vocês fazem parte do quadro de cientistas de um grande laboratório: Labormed, que acaba de descobrir uma

droga que previne e cura de qualquer tipo de câncer. O grande drama está sendo em relação a matéria prima

que é o bagaço da laranja ugli, para confecção da droga. Acabaram de ter notícias de um produtor cuja produção

inteira viria atender a necessidade do laboratório para colocar no mercado uma droga que iria prevenir e aliviar o

sofrimento de muitas pessoas. O grande desafio do Labormed é convencer esse produtor de laranjas tão raras e

valorizadas, a fornecer toda sua produção em benefício deste projeto que será um grande benefício para a

humanidade além de lançar o Labormed entre os maiores Laboratórios do mundo.

Cada equipe terá a missão de convencer o produtor a fornecer toda a sua produção de laranjas ugli. O facilitador

solicitará as duas equipes que leiam suas informações e dará 10 minutos para escolherem um negociador que

representará a empresa em reunião com produtores de laranja. A reunião deverá durar 20 minutos, ao fim da

qual deverão ter chegado a alguma conclusão.

Após chegarem  à conclusão final, os participantes fazem avaliação da sua participação e do resultado da

reunião. 

 

2.9 - O que é você?

 

Objetivos:  Facilitar a apresentação, identificação, levantamento de expectativas, análise, analogias, reflexão,

avaliação e comunicação.

Nº de Participantes: até 10 participantes

Material: Objetos pessoais, objetos de escritório, sucata.

Desenrolar: 

Colocam-se vários objetos dos participantes no chão da sala de modo que todos possam ver (brincos, relógio,

pulseira, anel, caneta, etc.). 

O grupo, sentado em círculo, observa os objetos e, ao comando do facilitador, escolhe aquele que mais lhe

agrada. 

Um a um, os participantes vão se apresentando através do objeto, como se fosse ele, verbalizando em primeira

pessoa. 

·  O que sou eu? 

·  Quais minhas características? 

·  Quais são meus sonhos? 

·  Quais são minhas expectativas? 

·  O que eu pretendo no evento? 

 

2.10 - Submissão, agressão, assertividade

 

Objetivos:  Experimentar e diferenciar os comportamentos não verbais assertivos, dos agressivos ou de

submissão. Aumentar a consciência do nosso comportamento assertivo.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Flip-chart e pincéis atômicos.

Desenrolar: 

I. O facilitador pede aos participantes que façam uma lista do que associam com a palavra "assertivo" e

registrem suas respostas no flip-chart.

II. Pede-se a eles que pensem no indivíduo mais submisso que conheçam, (quer dizer, não assertivo).

Individualmente imaginem as características de conduta que associam com essas pessoas. Posteriormente, o

facilitador pede a todos que andem de um lado para o outro, tomando atitudes submissas, sem utilizar-se de

palavras.

III. Depois de 5 minutos,  pede-se aos participantes que permaneçam como "estatuas", em uma posição que

demonstre comportamento submisso e olha as pessoas ao ser redor, identificando similaridades em seus

comportamentos.

IV. O facilitador solicita comentários sobre as manifestações não-verbais de submissão (ou não assertivas). Faz

um alista com elas no flip-chart. Normalmente os comentários incluirão componentes tais como um contato

visual, posturas, expressões faciais e interação à distância.

V. Depois que todas as respostas são registradas pelo facilitador, os participantes trocam de seu comportamento

de submissão para um de agressividade. Novamente, pede-se que pensem no comportamento da pessoa mais

agressiva que tenham visto, utilizando o espaço do local da forma que desejaram para desempenhar seu papel

agressivo com atitudes não-verbais. A única restrição que existe é que não existam abusos físicos ou destruição

de propriedade.

VI. Ao final dos 5 minutos, o facilitador orienta aos participantes que permaneçam como "estatuas", mostrando

um comportamento agressivo e olhando ao seu redor para observar similaridades no comportamento dos outros

participantes.

VII. Posteriormente se solicita comentários sobre as similaridades dos comportamentos não-verbais que foram

observados e que estão relacionados com a agressividade, anotando os comentários no flip-chart.

VIII. O facilitador descreve as características do comportamento de uma pessoa assertiva, enfocando os

componentes não-verbais. "A pessoa assertiva estabelece bom contato visual, para confortavelmente mas firme

sobre seus pés, com seus braços estendidos naturalmente. A pessoa assertiva defende seus direitos ao mesmo

tempo que respeita aos demais; está consciente de seus sentimentos e os trabalha tão logo estes se

manifestem, cuida de suas tensões e reorienta-as  de forma construtiva". Se pode resumir: "A pessoa assertiva

usa frases com "EU", usa palavras cooperativas, controla orações que enfatizam seu interesse e busca equilíbrio

em seu poder". 

IX. O facilitador solicita aos participantes que pensem em uma pessoa que tenham observado e que se adaptem,

da melhor forma possível, a sua descrição de uma pessoa assertiva e representem o comportamento  dessa

pessoa de forma não-verbal.

X. Depois de 5 minutos, o facilitador pede que aos participantes que permaneçam como "estatuas", como feito

anteriormente e que observem e comparem a conduta dos demais.

XI. O facilitador conduz então uma discussão dirigida sobre as diferenças entre os comportamentos: submisso,

agressivo e assertivo, fazendo uma lista no flip-chart. Pode-se fazer uma comparação desta lista com as

respostas originais que foram anotadas no passo I.

XII. O facilitador conduz uma discussão sobre a aplicação do comportamento assertivo nas situações cotidianas.

Orienta os participantes a discutirem situações em que eles são geralmente assertivos e outras em que eles

gostariam de ser mais assertivos.

XIII. O facilitador conduz um processo para que o grupo analise como se poderia aplicar o aprendizado em sua

vida.

 

2.11 - Vamos praticar

 

Objetivos: Identificar as características de personalidade dos participantes com base no esquema da Teoria da

Assertividade.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Folhas de papel e lápis para cada observador.

Desenrolar: 

I. Com antecedência o facilitador prepara um tema para discussão.

II. O facilitador divide o grupo em equipes de 4 participantes e seleciona um dos integrantes de cada equipe para

que desempenhe o papel de observador.

III. O facilitador reúne-se em local separado com os observadores e explica-lhes que cada equipe terá 20

minutos para discutir o tema e seu trabalho será o de observar o papel que cada pessoa do grupo adota durante

a discussão.

IV. O facilitador explica à equipes que terão 20 minutos para discutir sobre o tema.

V. As equipes começam a discutir sobre o tema.

VI. O facilitador  reúne o grupo em uma plenária e explica que o tema e a discussão em si não eram tão

importante nesta atividade, o que se pretendia era identificar o papel que cada um tomou na discussão (quem foi

liderado, quem permaneceu calado, etc). Solicita-se aos observadores que apresentem suas anotações.

VII. O facilitador expõe, de maneira breve, a Teoria da Assertividade e conduz um processo para que cada

indivíduo se identifique como assertivo, agressivo ou não assertivo.

VIII. O facilitador conduz um processo para que o grupo analise como se pode aplicar o que foi aprendido em

sua vida.

 

3. COLETIVOS

 

3.1 - A linha

 

Objetivos: Promover o conhecimento do grupo. Fortalecer o senso de colaboração entre os participantes.

Nº de Participantes: no mínimo 8 participantes

Material:  Um banco, borda de jardim ou tronco de árvore, de uns 25cm de largura por 30cm de altura (o

suficiente para colocar-se os participantes postados em cima deste, e lado a lado, de forma que não se consiga

passar facilmente por outro companheiro sem forçá-lo a cair).

Desenrolar: 

Sobre o banco ou tronco, coloca-se o grupo (se este for de 8 a 15 participantes) ou as equipes formadas de 8

integrantes cada uma (se o local não permitir acomodar-se todas as equipes ao mesmo tempo dever-se-á

conduzir a dinâmica por turnos, alternando com outras atividades para as demais equipes, se for o caso). Os

participantes estarão em linha, lado a lado, e voltados para o facilitador.

O facilitador pedirá então que as equipes se organizem em ordem alfabética de nome, dando 10 segundos para

que executem a tarefa. A regra é que não se pode colocar o pé no chão ou apoiar-se em parede ou outro objeto

que esteja próximo ao local.

Este jogo é colaborativo e depende de um perfeito sincronismo da equipe para que consigam êxito. As falhas

não necessariamente precisam ser anotadas pois o principal é a colaboração e a participação de todos.

Passados os 10 segundos o facilitador pode pedir outras formas de organização às equipes, tais como: por

altura, mulheres à esquerda e homens à direita, por tempo de profissão, por signo, time de futebol, mês de

aniversário, etc.

"Nesta dinâmica pode-se perceber possíveis líderes de grupo, pois para que a organização seja realizada,

naturalmente, alguém terá que tomar a frente do grupo." 

 

3.2 - Corrida louca

 

Objetivos: Atividade dinâmica para realizar em grupo. Permite descontrair a equipe pois geralmente provoca

muitos risos e gritaria.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Vários papeizinhos com ordens. Uma cadeira.

Desenrolar: 

Cada equipe forma uma fila indiana com os componentes. Distante alguns metros está uma caixa em cima de

uma cadeira contendo vários papeizinhos com ordens a serem cumpridas. Ao sinal do facilitador, a primeira

pessoa de cada equipe corre até a caixa e pega um dos papeizinhos, lê o que está escrito e cumpre a ordem o

mais rápido que pode. Antes de voltar a sua equipe, o jogador deve tocar na cadeira e em seguida regressar

rapidamente, batendo na palma da mão do próximo da fila de sua equipe.

Eis algumas ordens como modelo: 

1.  Correr ao redor da cadeira 5 vezes enquanto grita continuamente: "estou louco, estou louco!". 

2.  Correr até uma pessoa de outra equipe e fazer-lhe uma reverência, curvando o corpo adiante e

baixando a cabeça. 

3.  Ficar em um pé só enquanto segura o outro pé com uma das mãos, inclinar a cabeça para trás e contar:

"10, 9 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, ZERO". 

4.  Tirar os sapatos e recolocá-los trocando os pés. 

5.  Sentar-se no chão, cruzar as pernas e cantar o seguinte: "tenho uma mão vestida de azul, sapatinho

brancos, vindo lá do sul". 

6.  Ir até a última pessoa de sua equipe e fazer três caretas diferentes, voltar até a cadeira para tocá-la. 

7.  Sentar em uma cadeira, ou no chão, cruzar os braços e rir bem forte e alto durante 5 segundos. 

 

3.3 - Grupos de consenso

 

Objetivos: Desenvolver a conduta individual na busca de um consenso coletivo.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Não necessita material

Desenrolar: 

O grupo receberá uma situação e deverá chegar a um consenso. O facilitador também pode fazer com que cada

um chegue a seu consenso, e depois podem chegar em consenso em grupo.

Situação:

"Você assumiu a gerência de um departamento de uma firma terrivelmente desorganizada. A sua missão objetiva

é exatamente corrigir as irregularidades existentes. Para isso você tem plenos poderes. Você terá como primeira

função, demitir metade dos seus funcionários. Portanto, dos funcionários abaixo, escolha 5 que deverão

permanecer com você na empresa e 5 que deverão ir embora".

1.  O Sr "A" tem cinquenta anos de idade, sendo vinte no emprego. É rabugento, mal humorado e lento. 

2.  A senhorita "B" é secretária, muito bonita, mas de baixíssimo QI. Tem vinte e três anos, é assídua e

pontual. É péssima em datilografia.

3.  O Sr "C" é jovem de dezenove anos, de bom potencial, mas bastante indisciplinado e impontual. Já

sofreu várias punições, mas comenta-se que é apadrinhado de um diretor.

4.  O Sr "D" é um sujeito muito competente, apesar de muito nervoso e violento. Tem o mal habito de gritar

com as pessoas.

5.  A Sra. "E" é excelente datilógrafa, mas muito fofoqueira. Ocupa o telefone o dia inteiro batendo papo e

fazendo fofocas. Além disso, tem saúde fraca, o que a faz ausentar-se com frequência.

6.  O Sr "F" é economista, exímio na área econômico-financeira. Contudo, tem o vício da embriaguez, o

que faz ausentar-se muito e ser grosseiro com asa pessoas. Anda sempre armado.

7.  O Sr "G" é ex-toxicômano, recém saído de um tratamento. Admitido há menos de um mês, ainda não

mostrou suas qualidades.

8.  A senhorita "H", escriturária bilíngue. Não leva o trabalho muito a sério, pois seu sonho é ser atriz, de

cinema. Nos último doze meses, já mudou de emprego 4 vezes.

9.  A Sra. "I" viúva de cinquenta e nove anos. Exímia arquivista, mas de péssimo relacionamento. É a mais

antiga na firma. Tem sérios problemas cardíacos, em razão não pode ser contrariada.

10.  O Sr "J" passa o dia contando piadas, ou fazendo brincadeiras de mau gosto. Sua única vantagem é a

força física descomunal que possui, útil para trabalhos pesados. É muito preguiçoso.

 

3.4 - Romance

 

Objetivos:  Oferecer um momento de descontração e, ao mesmo tempo, trabalhar a criatividade dos

participantes.

Nº de Participantes: até 15 participantes

Material: Lápis e papel para cada um e a lista de perguntas para o coordenador da dinâmica.

Desenrolar: 

Cada participante receberá um pedaço de papel e lápis. A todos se pedirá que escrevam, em ordem, o seguinte

(é bom que se escreva o número de cada pergunta):

1.  Um nome 

2.  Um lugar distante 

3.  Uma ideia 

4.  Um espaço determinado de tempo 

5.  Um desejo 

6.  Um número 

7.  Sim ou não? 

8.  Uma cor qualquer 

9.  Uma medida 

10.  Um hábito 

11.  Uma certa soma de dinheiro 

12.  Uma atitude 

13.  Uma canção 

14.  Nome de uma cidade 

Assim que todos tiverem terminado esta parte, o facilitador começará a fazer as seguintes perguntas a cada

participante. À pergunta 1ª, equivale o que estiver escrito na primeira linha da parte anterior do exercício.

Perguntas:

1.  Qual é o nome do seu noivo(a)? 

2.  Onde se encontraram pela primeira vez? 

3.  Que idade ele(a) tem? 

4.  Quanto tempo namoraram? 

5.  Quais são os seus propósitos? 

6.  Quantas declarações de amor você recebeu? 

7.  É pretensioso(a), é convencido(a)? 

8.  Qual a cor dos seus olhos? 

9.  Que número de sapato calça? 

10.  Qual é seu pior defeito 

11.  Quanto dinheiro tem para gastar com ele(a)? 

12.  Qual é a sua maior virtude? 

13.  Que canção gostaria de escutar no seu casamento? 

14.  Onde vocês vão passar a lua de mel? 

Esta lista pode ser aumentada ou modificada, dependendo do tipo de participantes. Apresentamos apenas como

sugestão.

 

3.5 - Técnica do jornal

 

Objetivos: Trabalhar o equilíbrio, o ato de acolher e ser acolhido, e o sentimento em relação ao próximo.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Uma folha de jornal para cada participante do grupo.

Desenrolar: 

Cada pessoa recebe uma folha de jornal, abre e coloca no chão à sua frente.

O facilitador fala: DENTRO - a pessoa pisa sobre o jornal. Depois fala FORA - a pessoa sai de cima do jornal.

Depois fala: TROCANDO DE LUGAR - a pessoa pisa sobre o jornal do colega ao lado.

Após alguns comandos, o facilitador retira um jornal e quem sobrar, fica junto a outro colega no jornal dele. 

E assim sucessivamente vai tirando outros jornais, até que não caiba mais todos no mesmo jornal.

 

4. COMUNICAÇÃO

 

4.1 -  5 bolas

 

Objetivos: Trabalho em equipe e avaliação de processos focando em resultados.

Nº de Participantes: Não há limites

Material: 5 bolas.

Desenrolar: 

O facilitador solicita que o grupo fique em círculo, contando quantos são os participantes.

Regras:

1.  A bola inicia-se na contagem 1 e deve sair do jogo no número referente à quantidade de participantes

(por exemplo, 38);

2.  A bola deve fazer esse caminho (1 ao 38), passando na mão de todos;

3.  A bola não pode ser passada em ponte aérea, devendo ser passada com, no mínimo, duas pessoas de

distância no círculo;

4.  se a bola cair no chão, deve voltar na contagem 1;

5.  Serão colocadas no jogo 5 bolas e poderão existir várias bolas passando ao mesmo tempo. O facilitador

é quem coloca as bolas no jogo;

6.  O tempo para a realização da tarefa dado pelo facilitador vai de um minuto e meio dois minutos e meio,

dependendo do tamanho da equipe;

7.  São dados 20 minutos para que as pessoas possam se planejar, antes do início do desafio.

Nota: No momento do CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial) ou processamento da vivência, pode-

se avaliar a equipe em três aspectos:

·  Resultado

·  Comprometimento

·  Processo

Possíveis temas a discutir:

·  Passar e receber a bola (informação X comunicação).

·  Saber ouvir e fazer-se entender.

·  Planejamento eficaz X planejamento ineficaz.

·  Estratégia compartilhada.

·  Importância de se ter foco individual, mas uma visão sistêmica para a aquisição de resultados.

 

4.2 - A colagem

 

Objetivos: Comunicar uma mensagem de maneira criativa, usando instrumentos simples e material impresso

disponível (revistas, jornais, etc).

Nº de Participantes: Não há limites

Material: Papelógrafo para todos os grupos, revistas, jornais, tesoura, cola, pincel atômico.

Desenrolar: 

Divide-se o grupo em equipes de 5 a 8 pessoas.

O facilitador da dinâmica explica em que consiste a colagem: é um cartaz feito por diversas pessoas, com

recortes, fotos, ou outros, para comunicar o que pensam estas pessoas sobre determinado tema. (O

coordenador pode relembrar o tema que está sendo discutido). 

As equipes, de 5 a 8 pessoas discutem o tema. Buscam fotos, recortes, letras de jornais e outros para expressar

o que discutiram. Colam tudo num papelógrafo. As diferentes colagens são apresentadas em plenária e discute-

se o que cada colagem quis dizer. 

As pessoas que fizeram a colagem podem complementar as interpretações, se for preciso.

"Esta dinâmica pode ser usada para avaliar um grupo. Existe sempre um ponto em comum, ou seja, o ponto

onde as diferenças se integram. Refletir e buscar qual é o ponto de comum união (comunhão)."

 

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