2. ASSERTIVIDADE
2.1 - Até que ponto sou assertivo
Objetivos: Rever na própria vida experiências de
assertividade, agressividade e de não assertividade.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Não necessita material Desenrolar:
I. O
facilitador lerá o texto abaixo, deixando um intervalo de tempo depois de cada
história, para que os
participantes identifiquem se o personagem foi
assertivo, não assertivo ou agressivo; assim como, comentar
experiências próprias que tenham recordado e qual
resposta assertiva encontraram para o exemplo de não
assertividade e de agressividade:
OCASIÃO EM QUE NÃO FUI ASSERTIVO:
Na semana passada meu irmão pegou R$ 500,00 de
minha carteira sem pedir-me; em consequência não pude ir
ao cinema ver o filme que queria esta noite. Ele
costuma fazer coisas como estas, mas nunca lhe digo nada.
OCASIÃO EM QUE FUI AGRESSIVO:
Uma amiga discutia comigo na oficina. Eu tinha dor
de cabeça, assim lhe disse gritando que ela era uma pessoa
sem consideração, imatura, e me fui deixando-a
falando sozinha.
OCASIÃO EM QUE FUI ASSERTIVO:
Outro dia, ia eu com um amigo no carro e este me
pediu um cigarro; lhe disse que fumar em um espaço tão
reduzido e fechado não me agradava e pedi por
favor, que não fumasse enquanto estivéssemos dentro do carro.
Ele então apagou o cigarro.
II. O facilitador solicita aos participantes que
façam uma autoanálise sobre os comportamentos (agressivo,
assertivo e não assertivo) que demonstram em cada
uma das áreas da vida:
· Saúde
· Trabalho
· Economia
· Família
· Sociedade
· Estudos
(atuais)
· Valores
III. O facilitador divide subgrupos para que
comentem suas respostas.
IV. O facilitador conduz um processo para que o
grupo análise como se pode aplicar o que foi aprendido em sua
vida.
2.2 - Concordo, discordo
Objetivos: Exercitar
a capacidade de persuasão, formas de comunicação, bem como proporcionar
aprendizagem.
Nº de Participantes: de 8 a 20 participantes
Material:
Cartelas previamente elaboradas, contendo frases, expressões ou palavras
que possam gerar
polêmica ou elucidação.
Desenrolar:
Esta dinâmica é indicada para grupos de estudo ou
treinamento formado por pessoas que já
convivam juntas e
que precisem exercitar sua comunicação e o
"colocar-se no lugar do outro".
Previamente o facilitador espalha as cartelas no
chão ou sobre uma mesa.
Cada uma das duplas deverá discutir sobre um tema
(frase, expressão ou palavra), onde, um dos dois coloca
todos os prós, e o outro, todos os contras, ou
seja, um concorda com o que está escrito na cartela, o outro
discorda.
O facilitador orienta que cada dupla, antes de
pegar sua cartela escolha de quem vai concordar e quem vai
discordar.
Solicita-se finalmente que UM dos membros de cada
dupla vá até as cartelas e pegue uma.
Cada dupla terá cinco minutos para sua discussão,
persuasão, aceitação ou, quem sabe, consenso.
Após cinco minutos invertem-se os papéis. Quem
concordou passa a discordar vice-versa.
Ao final, o facilitador abre para comentários tais
como:
· Quais os
sentimentos ou dificuldades de concordar ou discordar?
· Como foi
colocar-se no lugar do outro?
· Nossas
opiniões foram baseadas em preconceitos?
· Temos ou
não temos preconceitos?
Sugestões de frases ou palavras para as cartelas:
1.
Componentes nucleares.
2. Aborto.
3.
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo".
4. Quem tem
competência se estabelece.
5. A
conquista é uma questão de sorte.
6.
Habilitação no trânsito aos 16 anos.
7. Bater nos
filhos.
8.
Globalização.
9.
Desmatamento na Amazônia.
10. Salário
(altíssimo) de jogador de futebol.
11. Mulher
no comando de empresas.
12. Homem
cozinhando, fazendo supermercado, participando de reuniões de pais na escola,
etc..
13.
Distribuição das finanças no lar: cada um deve ser dono do seu salário.
14. TV por
assinatura.
15. Sexo na
Internet.
16.
Infidelidade: os direitos são iguais?
2.3 - Consenso
Objetivos: Desenvolver o trabalho em equipe,
assertividade e comunicação.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Um cópia do checklist para cada
participante.
Desenrolar:
O facilitador distribui uma cópia do checklist para
cada participante. Cada um deve selecionar as dez qualidades
que consideram mais importantes em ordem
decrescente de importância.
Quando tiverem terminado, pede-se para riscarem as
cinco menos importantes.
Dão-se 10 minutos para o grupo chegar ao consenso
sobre quais são as qualidades mais importantes para um
profissional.
Checklist de qualidades pessoais:
Para mim é importante que uma outra pessoa:
tenha senso de humor seja sábia
seja bondosa
diga o que pretende
seja divertida
seja lógica
seja compreensiva
seja receptiva
seja amigável
tenha conhecimento
seja ultrajante
saiba escutar
seja digna de confiança seja cínica
seja extrovertida
seja generosa
tenha espírito esportivo seja confiante
seja honesta
seja atraente
seja crítica
seja calma
seja capaz de entender os outros me compreenda
seja falante
seja correta
escute com atenção
seja agressiva
seja criativa
mantenha o controle
seja elegante
faça o melhor possível
seja espontânea
seja ativa
seja madura
seja previsível
tenha espírito infantil seja consistente
2.4 - Direitos assertivos
Objetivos: Desenvolver o auto-conhecimento e a
assertividade. Exploração da auto-afirmação, suas ligações e
seus limites.
Material: Para cada participante: Folhas e lápis,
Folha "Direitos Assertivos: Eu tenho direito", Folha "Direitos
Assertivos: Os outros têm direito de receber de
mim".
Desenrolar:
I. Solicita-se aos participantes que identifiquem
individualmente os direitos que creem ter na família, no trabalho
e na sociedade.
II.
Formam-se subgrupos e se pede que destaquem, com as contribuições de
cada participante, pelo menos
cinco direitos que o subgrupo crê ter no ambiente
familiar, do trabalho e social.
III. Quanto terminarem, cada subgrupo lerá suas
conclusões pedindo-se que se expliquem separadamente cada
um dos pontos solicitados.
IV. O facilitador pede então que, dado que foram
determinados estes direitos, passem a determinar aqueles
direitos os membros de sua família, os colegas de
trabalho e a sociedade têm direito de receber de cada
participante.
V. O facilitador conduz um processo para que o
grupo analise como se pode aplicar o aprendizado obtido em sua
própria vida.
DIREITOS ASSERTIVOS (folha para o participante)
EU TENHO DIREITO:
Em minha casa a...
Em meu trabalho a...
Em meu grupo de amizades a...
(folha para o participante)
OS OUTROS TÊM O DIREITO DE RECEBER DE MIM:
Em minha casa a...
Em meu trabalho a...
Em meu grupo de amizades a..
2.5 - Escalada
Objetivos: Permitir que os participantes
experimentem êxito na comunicação em situações de tensão. Capacitar
os participantes para a comunicação em situações de
tensão.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Folhas de papel e lápis para cada
participante.
Desenrolar:
O grupo deve ser dividido em subgrupos de 6 a 8
participantes.
I. O facilitador introduz a dinâmica e apresenta os
objetivos.
II. Conduz-se uma chuva de ideias para formar uma
lista de situações típicas de tensão (aproximadamente 10
minutos).
III. Conversa-se um pouco a fim de definir
assertividade e apresentam-se algumas orientações específicas para
a formulação de respostas assertivas.
IV. Distribui-se lápis e papel para que cada
participante registre uma situação real ou hipotética que produza
tensão e que eles gostaria de praticar para obter
uma resposta adequada. Acrescenta-se que cada participante
também deverá anotar uma resposta assertiva que
gostaria que fosse capaz de obter na
situação que
descreveu. Dá-se um tempo de 10 minutos.
V. Os participantes formam pares para compartilhar
o que cada um escreveu.
VI. Pede-se que os pares formem então grupos de 4 a
6 participantes
VII. O facilitador diz que cada um dos
participantes de cada grupo vai voluntariamente compartilhar sua situação
e lhe será pedido que responda aos membros de seu
grupo.
VIII. O facilitador diz aos membros de cada grupo
que se formem em uma fila e em frente ao voluntário e seu
respectivo par. Explica que essas pessoas atuarão
como "disputadores" para criar uma situação tensa. A pessoa
da esquerda é designada como o "disputador
suave" e os papeis vão aumentando da esquerda para a direita de
tal forma que o membro da direita servirá como o
"disputador mais severo".
IX. O facilitador explica os papeis (voluntário,
companheiro e disputadores) que vão ser representados pelos
membros do grupo:
1. O voluntário vai relatar a situação de tensão
que havia descrito. Logo responderá a cada disputador por vez.
Deverá fazê-lo com a resposta assertiva que havia
exporto e que gostaria de ser capaz de dar.
2. O companheiro do voluntário vai se assegurar de
que o voluntário entende a situação e apoiá-lo em sugerir
respostas específicas e assertivas como seja
possível. Ele acompanha o voluntário no seguinte: a) assegura-se
de que os disputadores se apeguem as orientações
que lhe foram dadas; b) oferece apoio, por meio de sua
presença, ao voluntário; c) solicita
retroalimentação positiva por parte dos membros do grupo ou sobre execução
dos voluntários depois de cada novo disputador que
lhes tenha enfrentado; d) consulta-se com o voluntário
seguindo cada solicitação de retroalimentação, para
uma melhor resposta até o seguinte disputador, o voluntário
poderá ou não improvisar sua resposta.
3. Cada
disputador vai desempenhar um papel de antagonista na situação descrita
pelo voluntário e vai
permanecer fiel àquela situação sem aumentá-la ou
adaptá-la. Cada disputador vai caracterizar o papel com o
grau de intensidade que lhe foi passado (suave ou
severo). Os disputadores "suaves" podem fazer uma pergunta
ou declaração, e aí se continua. (Os disputadores
que se encontram na posição mais à direita são advertidos
que não
disputem de forma definitiva.) Finalmente, todos os disputadores têm que
assegurar uma boa
experiência para o voluntário, permitindo-o
perseguir e desejar cada encontro.
X. Leva-se a fim então toda a caracterização
(aproximadamente vinte minutos).
XI. Os
membros de cada grupo discutem a atividade focando nos pontos que ajudaram ou
bloquearam o
voluntário no momento de dar respostas assertivas e
em que grau as experiências fizeram com fossem aplicadas
a sua confiança e suas aptidões para comunicar
respostas.
XIII. Os passos X a XII se repetem com os outros
voluntários, se puder-se contar com tempo suficiente.
XIII. O facilitador guia um processo para que o
grupo análise como se pode aplicar o que foi aprendido em sua
vida.
2.6 - Exercícios de assertividade
Objetivos: Verificar a assertividade dos participantes
de um grupo.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Não necessita material
Desenrolar:
Cara participante irá, por sua vez, responder ao
grupo como se comportaria diante de uma das situações abaixo.
O facilitador pode sortear ou escolher a situação
de acordo com o participante, sendo que mais de um
participante pode utilizar a mesma situação pois,
provavelmente, eles irão apresentar soluções diferentes para
um mesmo caso:
1. Você
cometeu um erro em algum aspecto do seu trabalho. O seu superior lhe diz
asperamente que isso
não é admissível num cargo como o seu. A aspereza
do seu chefe tem sido muito frequente em
qualquer situação. Você tem se sentido muito mal
com isso. Você...
2. Um dos
seus colegas de trabalho na empresa tem feito críticas sobre você e seu
trabalho, até para o
seu chefe. Você...
3. Um amigo
pede emprestado o seu carro novo para sair com a namorada. Você...
4. Um colega
de faculdade que você não gosta muito, costuma ligar para sua casa na hora do
jantar, que
é o único momento que você tem para ficar com sua
família. Você...
5. Sua
namorado (a) engordou um pouco nos últimos tempos, e isso te incomoda. Você...
6. Um dos
seus cliente costuma te ligar quando você está se preparando para encerrar o
expediente.
Você...
2.7 - Foto-proteção
Objetivos:
Permitir a cada um expressar sua maneira de ser. Descrever como cada
pessoa se expressa
segundo sua experiência.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Uma fotografia por equipe que manifeste
uma situação humana de forma um pouco "camuflada" para
que seu significado não seja evidente, mas não de
forma tão velada que seu significado seja totalmente vago,
quer dizer, uma fotografia que ajuda a imaginação e
a projeção pessoal.
Desenrolar:
Para esta dinâmica dividi-se o grupo em equipes de
4 a 6 participantes.
I. O facilitador mostra uma fotografia (cada equipe
receberá uma foto). Cada participante terá 5 minutos para
descrever o que se aconteceu antes desta foto, que está acontecendo nela e
o que vai acontecer depois.
II. Cada equipe vai passando a foto de mão para os
participantes da mesma.
III. Quando cada participante tenha escrito sua
narração, comentará de forma verbal, pelo menos durante 3
minutos, com os companheiros de sua equipe, a sua
percepção do antes, durante e depois da cena da foto.
IV. Quando cada um dos participantes da equipe
tenha exposto sua percepção da cena, o facilitador pedirá a
cada equipe que escolha um voluntário para
participar de um breve plenário.
V. O facilitador conduz uma discussão dirigida para
que o grupo analise como se pode aplicar o que foi
aprendido em sua vida.
2.8 - Laranjas Ugli
Objetivos: Colocar os participantes em situação de
negociação a fim de se observar a negociação, persuasão,
criatividade, foco no objetivo, fluência verbal,
produtividade sob tensão e saber ouvir.
Nº de Participantes: de 15 a 25 participantes
Material: Cópia do texto para cada participante.
Desenrolar:
Escolher de um a três voluntários que representarão
o produtor de laranjas ugli e dividir o restante da turma
em dois grupos.
Texto para os produtores:
Vocês são os únicos produtores de laranjas ugli no
País, uma qualidade rara de laranjas, uma verdadeira
descoberta, com sementes importadas do Oriente
Médio que segundo as últimas descobertas, tem um grande
poder curativo e poderá ser usado na composição de
drogas poderosas no combate a doenças graves. Trata-se
de uma produção modesta.
Em breve estarão recebendo algumas propostas de
grandes laboratórios.
Cada um dos laboratórios que estão interessados na
produção de Laranjas Ugli precisam de um
componente
específico da Laranja. Um está interessado na
casca, outro do bagaço, e assim por
diante. Entretanto este
detalhe não será abordado pelos produtores, esperando-se
que os representantes dos Laboratórios percebam e
entrem num acordo ganha-ganha. Ainda sobram o suco
e a semente. As sementes interessam aos produtores
para replantio. Os produtores investiram no plantio
desta qualidade de Laranja com objetivo de lucro e a procura
dos Laboratórios valorizam ainda mais esta
qualidade de laranjas.
Texto do grupo 1:
Vocês fazem parte do quadro de cientistas de um
grande Laboratório multinacional, Labo-saúde, que está prestes
a descobrir uma droga que será a solução definitiva
para a cura da Aids. Estão dependendo apenas de uma
matéria prima rara, a casca da laranja ugli, muito
difícil de ser encontrada no mercado, porém acabaram de
descobrir um produtor de laranjas Ugli, que tem uma
produção abaixo das necessidades do Labo-saúde, mas
devido a grande dificuldade de se conseguir
esta espécie rara de laranjas, é uma
grande descoberta e o
Laboratório empenhará todos os seus esforços para
que esta produção seja integralmente fornecida para este
grandioso projeto. Fechar negócios com esse
produtor será a solução para que o Labo-saúde resolva todos os
seus problemas financeiros e assuma expressão no
mercado mundial pela grande descoberta...
Texto do grupo 2:
Vocês fazem parte do quadro de cientistas de um
grande laboratório: Labormed, que acaba de descobrir uma
droga que previne e cura de qualquer tipo de
câncer. O grande drama está sendo em relação a matéria prima
que é o bagaço da laranja ugli, para confecção da
droga. Acabaram de ter notícias de um produtor cuja produção
inteira viria atender a necessidade do laboratório
para colocar no mercado uma droga que iria prevenir e aliviar o
sofrimento de muitas pessoas. O grande desafio do
Labormed é convencer esse produtor de laranjas tão raras e
valorizadas, a fornecer toda sua produção em
benefício deste projeto que será um grande benefício para a
humanidade além de lançar o Labormed entre os
maiores Laboratórios do mundo.
Cada equipe terá a missão de convencer o produtor a
fornecer toda a sua produção de laranjas ugli. O facilitador
solicitará as duas equipes que leiam suas
informações e dará 10 minutos para escolherem um negociador que
representará a empresa em reunião com produtores de
laranja. A reunião deverá durar 20 minutos, ao fim da
qual deverão ter chegado a alguma conclusão.
Após chegarem
à conclusão final, os participantes fazem avaliação da sua participação
e do resultado da
reunião.
2.9 - O que é você?
Objetivos:
Facilitar a apresentação, identificação, levantamento de expectativas,
análise, analogias, reflexão,
avaliação e comunicação.
Nº de Participantes: até 10 participantes
Material: Objetos pessoais, objetos de escritório,
sucata.
Desenrolar:
Colocam-se vários objetos dos participantes no chão
da sala de modo que todos possam ver (brincos, relógio,
pulseira, anel, caneta, etc.).
O grupo, sentado em círculo, observa os objetos e,
ao comando do facilitador, escolhe aquele que mais lhe
agrada.
Um a um, os participantes vão se apresentando
através do objeto, como se fosse ele, verbalizando em primeira
pessoa.
· O que sou
eu?
· Quais
minhas características?
· Quais são
meus sonhos?
· Quais são
minhas expectativas?
· O que eu
pretendo no evento?
2.10 - Submissão, agressão, assertividade
Objetivos:
Experimentar e diferenciar os comportamentos não verbais assertivos, dos
agressivos ou de
submissão. Aumentar a consciência do nosso
comportamento assertivo.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Flip-chart e pincéis atômicos.
Desenrolar:
I. O facilitador pede aos participantes que façam
uma lista do que associam com a palavra "assertivo" e
registrem suas respostas no flip-chart.
II. Pede-se a eles que pensem no indivíduo mais
submisso que conheçam, (quer dizer, não assertivo).
Individualmente imaginem as características de
conduta que associam com essas pessoas. Posteriormente, o
facilitador pede a todos que andem de um lado para
o outro, tomando atitudes submissas, sem utilizar-se de
palavras.
III. Depois de 5 minutos, pede-se aos participantes que permaneçam como
"estatuas", em uma posição que
demonstre comportamento submisso e olha as pessoas
ao ser redor, identificando similaridades em seus
comportamentos.
IV. O facilitador solicita comentários sobre as
manifestações não-verbais de submissão (ou não assertivas). Faz
um alista com elas no flip-chart. Normalmente os
comentários incluirão componentes tais como um contato
visual, posturas, expressões faciais e interação à
distância.
V. Depois que todas as respostas são registradas
pelo facilitador, os participantes trocam de seu comportamento
de submissão para um de agressividade. Novamente,
pede-se que pensem no comportamento da pessoa mais
agressiva que tenham visto, utilizando o espaço do
local da forma que desejaram para desempenhar seu papel
agressivo com atitudes não-verbais. A única
restrição que existe é que não existam abusos físicos ou destruição
de propriedade.
VI. Ao final dos 5 minutos, o facilitador orienta
aos participantes que permaneçam como "estatuas", mostrando
um comportamento agressivo e olhando ao seu redor
para observar similaridades no comportamento dos outros
participantes.
VII. Posteriormente se solicita comentários sobre
as similaridades dos comportamentos não-verbais que foram
observados e que estão relacionados com a
agressividade, anotando os comentários no flip-chart.
VIII. O facilitador descreve as características do
comportamento de uma pessoa assertiva, enfocando os
componentes não-verbais. "A pessoa assertiva
estabelece bom contato visual, para confortavelmente mas firme
sobre seus pés, com seus braços estendidos
naturalmente. A pessoa assertiva defende seus direitos ao mesmo
tempo que respeita aos demais; está consciente de
seus sentimentos e os trabalha tão logo estes se
manifestem, cuida de suas tensões e
reorienta-as de forma construtiva".
Se pode resumir: "A pessoa assertiva
usa frases com "EU", usa palavras
cooperativas, controla orações que enfatizam seu interesse e busca equilíbrio
em seu poder".
IX. O facilitador solicita aos participantes que
pensem em uma pessoa que tenham observado e que se adaptem,
da melhor forma possível, a sua descrição de uma
pessoa assertiva e representem o comportamento
dessa
pessoa de forma não-verbal.
X. Depois de 5 minutos, o facilitador pede que aos participantes
que permaneçam como "estatuas", como feito
anteriormente e que observem e comparem a conduta
dos demais.
XI. O facilitador conduz então uma discussão
dirigida sobre as diferenças entre os comportamentos: submisso,
agressivo e assertivo, fazendo uma lista no
flip-chart. Pode-se fazer uma comparação desta lista com as
respostas originais que foram anotadas no passo I.
XII. O facilitador conduz uma discussão sobre a
aplicação do comportamento assertivo nas situações cotidianas.
Orienta os participantes a discutirem situações em
que eles são geralmente assertivos e outras em que eles
gostariam de ser mais assertivos.
XIII. O facilitador conduz um processo para que o
grupo analise como se poderia aplicar o aprendizado em sua
vida.
2.11 - Vamos praticar
Objetivos: Identificar as características de
personalidade dos participantes com base no esquema da Teoria da
Assertividade.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Folhas de papel e lápis para cada
observador.
Desenrolar:
I. Com antecedência o facilitador prepara um tema
para discussão.
II. O facilitador divide o grupo em equipes de 4
participantes e seleciona um dos integrantes de cada equipe para
que desempenhe o papel de observador.
III. O facilitador reúne-se em local separado com
os observadores e explica-lhes que cada equipe terá 20
minutos para discutir o tema e seu trabalho será o
de observar o papel que cada pessoa do grupo adota durante
a discussão.
IV. O facilitador explica à equipes que terão 20
minutos para discutir sobre o tema.
V. As equipes começam a discutir sobre o tema.
VI. O facilitador
reúne o grupo em uma plenária e explica que o tema e a discussão em si
não eram tão
importante nesta atividade, o que se pretendia era
identificar o papel que cada um tomou na discussão (quem foi
liderado, quem permaneceu calado, etc). Solicita-se
aos observadores que apresentem suas anotações.
VII. O facilitador expõe, de maneira breve, a
Teoria da Assertividade e conduz um processo para que cada
indivíduo se identifique como assertivo, agressivo
ou não assertivo.
VIII. O facilitador conduz um processo para que o
grupo analise como se pode aplicar o que foi aprendido em
sua vida.
3. COLETIVOS
3.1 - A linha
Objetivos: Promover o conhecimento do grupo. Fortalecer
o senso de colaboração entre os participantes.
Nº de Participantes: no mínimo 8 participantes
Material: Um
banco, borda de jardim ou tronco de árvore, de uns 25cm de largura por 30cm de
altura (o
suficiente para colocar-se os participantes postados
em cima deste, e lado a lado, de forma que não se consiga
passar facilmente por outro companheiro sem
forçá-lo a cair).
Desenrolar:
Sobre o banco ou tronco, coloca-se o grupo (se este
for de 8 a 15 participantes) ou as equipes formadas de 8
integrantes cada uma (se o local não permitir
acomodar-se todas as equipes ao mesmo tempo dever-se-á
conduzir a dinâmica por turnos, alternando com
outras atividades para as demais equipes, se for o caso). Os
participantes estarão em linha, lado a lado, e voltados
para o facilitador.
O facilitador pedirá então que as equipes se
organizem em ordem alfabética de nome, dando 10 segundos para
que executem a tarefa. A regra é que não se pode
colocar o pé no chão ou apoiar-se em parede ou outro objeto
que esteja próximo ao local.
Este jogo é colaborativo e depende de um perfeito
sincronismo da equipe para que consigam êxito. As falhas
não necessariamente precisam ser anotadas pois o
principal é a colaboração e a participação de todos.
Passados os 10 segundos o facilitador pode pedir
outras formas de organização às equipes, tais como: por
altura, mulheres à esquerda e homens à direita, por
tempo de profissão, por signo, time de futebol, mês de
aniversário, etc.
"Nesta dinâmica pode-se perceber possíveis
líderes de grupo, pois para que a organização seja realizada,
naturalmente, alguém terá que tomar a frente do
grupo."
3.2 - Corrida louca
Objetivos: Atividade dinâmica para realizar em
grupo. Permite descontrair a equipe pois geralmente provoca
muitos risos e gritaria.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Vários papeizinhos com ordens. Uma
cadeira.
Desenrolar:
Cada equipe forma uma fila indiana com os
componentes. Distante alguns metros está uma caixa em cima de
uma cadeira contendo vários papeizinhos com ordens
a serem cumpridas. Ao sinal do facilitador, a primeira
pessoa de cada equipe corre até a caixa e pega um
dos papeizinhos, lê o que está escrito e cumpre a ordem o
mais rápido que pode. Antes de voltar a sua equipe,
o jogador deve tocar na cadeira e em seguida regressar
rapidamente, batendo na palma da mão do próximo da
fila de sua equipe.
Eis algumas ordens como modelo:
1. Correr ao
redor da cadeira 5 vezes enquanto grita continuamente: "estou louco, estou
louco!".
2. Correr
até uma pessoa de outra equipe e fazer-lhe uma reverência, curvando o corpo
adiante e
baixando a cabeça.
3. Ficar em
um pé só enquanto segura o outro pé com uma das mãos, inclinar a cabeça para
trás e contar:
"10, 9 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1,
ZERO".
4. Tirar os
sapatos e recolocá-los trocando os pés.
5. Sentar-se
no chão, cruzar as pernas e cantar o seguinte: "tenho uma mão vestida de
azul, sapatinho
brancos, vindo lá do sul".
6. Ir até a
última pessoa de sua equipe e fazer três caretas diferentes, voltar até a
cadeira para tocá-la.
7. Sentar em
uma cadeira, ou no chão, cruzar os braços e rir bem forte e alto durante 5
segundos.
3.3 - Grupos de consenso
Objetivos: Desenvolver a conduta individual na
busca de um consenso coletivo.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Não necessita material
Desenrolar:
O grupo receberá uma situação e deverá chegar a um
consenso. O facilitador também pode fazer com que cada
um chegue a seu consenso, e depois podem chegar em
consenso em grupo.
Situação:
"Você assumiu a gerência de um departamento de
uma firma terrivelmente desorganizada. A sua missão objetiva
é exatamente corrigir as irregularidades
existentes. Para isso você tem plenos poderes. Você terá como primeira
função, demitir metade dos seus funcionários.
Portanto, dos funcionários abaixo, escolha 5 que deverão
permanecer com você na empresa e 5 que deverão ir
embora".
1. O Sr
"A" tem cinquenta anos de idade, sendo vinte no emprego. É rabugento,
mal humorado e lento.
2. A senhorita
"B" é secretária, muito bonita, mas de baixíssimo QI. Tem vinte e
três anos, é assídua e
pontual. É péssima em datilografia.
3. O Sr
"C" é jovem de dezenove anos, de bom potencial, mas bastante
indisciplinado e impontual. Já
sofreu várias punições, mas comenta-se que é
apadrinhado de um diretor.
4. O Sr
"D" é um sujeito muito competente, apesar de muito nervoso e
violento. Tem o mal habito de gritar
com as pessoas.
5. A Sra.
"E" é excelente datilógrafa, mas muito fofoqueira. Ocupa o telefone o
dia inteiro batendo papo e
fazendo fofocas. Além disso, tem saúde fraca, o que
a faz ausentar-se com frequência.
6. O Sr
"F" é economista, exímio na área econômico-financeira. Contudo, tem o
vício da embriaguez, o
que faz ausentar-se muito e ser grosseiro com asa
pessoas. Anda sempre armado.
7. O Sr
"G" é ex-toxicômano, recém saído de um tratamento. Admitido há menos
de um mês, ainda não
mostrou suas qualidades.
8. A
senhorita "H", escriturária bilíngue. Não leva o trabalho muito a
sério, pois seu sonho é ser atriz, de
cinema. Nos último doze meses, já mudou de emprego
4 vezes.
9. A Sra.
"I" viúva de cinquenta e nove anos. Exímia arquivista, mas de péssimo
relacionamento. É a mais
antiga na firma. Tem sérios problemas cardíacos, em
razão não pode ser contrariada.
10. O Sr
"J" passa o dia contando piadas, ou fazendo brincadeiras de mau
gosto. Sua única vantagem é a
força física descomunal que possui, útil para
trabalhos pesados. É muito preguiçoso.
3.4 - Romance
Objetivos:
Oferecer um momento de descontração e, ao mesmo tempo, trabalhar a
criatividade dos
participantes.
Nº de Participantes: até 15 participantes
Material: Lápis e papel para cada um e a lista de
perguntas para o coordenador da dinâmica.
Desenrolar:
Cada participante receberá um pedaço de papel e
lápis. A todos se pedirá que escrevam, em ordem, o seguinte
(é bom que se escreva o número de cada pergunta):
1. Um
nome
2. Um lugar
distante
3. Uma
ideia
4. Um espaço
determinado de tempo
5. Um
desejo
6. Um
número
7. Sim ou
não?
8. Uma cor
qualquer
9. Uma
medida
10. Um
hábito
11. Uma
certa soma de dinheiro
12. Uma
atitude
13. Uma
canção
14. Nome de
uma cidade
Assim que todos tiverem terminado esta parte, o
facilitador começará a fazer as seguintes perguntas a cada
participante. À pergunta 1ª, equivale o que estiver
escrito na primeira linha da parte anterior do exercício.
Perguntas:
1. Qual é o
nome do seu noivo(a)?
2. Onde se
encontraram pela primeira vez?
3. Que idade
ele(a) tem?
4. Quanto
tempo namoraram?
5. Quais são
os seus propósitos?
6. Quantas
declarações de amor você recebeu?
7. É
pretensioso(a), é convencido(a)?
8. Qual a
cor dos seus olhos?
9. Que
número de sapato calça?
10. Qual é
seu pior defeito
11. Quanto
dinheiro tem para gastar com ele(a)?
12. Qual é a
sua maior virtude?
13. Que
canção gostaria de escutar no seu casamento?
14. Onde
vocês vão passar a lua de mel?
Esta lista pode ser aumentada ou modificada,
dependendo do tipo de participantes. Apresentamos apenas como
sugestão.
3.5 - Técnica do jornal
Objetivos: Trabalhar o equilíbrio, o ato de acolher
e ser acolhido, e o sentimento em relação ao próximo.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Uma folha de jornal para cada
participante do grupo.
Desenrolar:
Cada pessoa recebe uma folha de jornal, abre e
coloca no chão à sua frente.
O facilitador fala: DENTRO - a pessoa pisa sobre o
jornal. Depois fala FORA - a pessoa sai de cima do jornal.
Depois fala: TROCANDO DE LUGAR - a pessoa pisa
sobre o jornal do colega ao lado.
Após alguns comandos, o facilitador retira um
jornal e quem sobrar, fica junto a outro colega no jornal dele.
E assim sucessivamente vai tirando outros jornais,
até que não caiba mais todos no mesmo jornal.
4. COMUNICAÇÃO
4.1 - 5
bolas
Objetivos: Trabalho em equipe e avaliação de
processos focando em resultados.
Nº de Participantes: Não há limites
Material: 5 bolas.
Desenrolar:
O facilitador solicita que o grupo fique em
círculo, contando quantos são os participantes.
Regras:
1. A bola
inicia-se na contagem 1 e deve sair do jogo no número referente à quantidade de
participantes
(por exemplo, 38);
2. A bola
deve fazer esse caminho (1 ao 38), passando na mão de todos;
3. A bola
não pode ser passada em ponte aérea, devendo ser passada com, no mínimo, duas
pessoas de
distância no círculo;
4. se a bola
cair no chão, deve voltar na contagem 1;
5. Serão
colocadas no jogo 5 bolas e poderão existir várias bolas passando ao mesmo
tempo. O facilitador
é quem coloca as bolas no jogo;
6. O tempo
para a realização da tarefa dado pelo facilitador vai de um minuto e meio dois
minutos e meio,
dependendo do tamanho da equipe;
7. São dados
20 minutos para que as pessoas possam se planejar, antes do início do desafio.
Nota: No momento do CAV (Ciclo de Aprendizagem
Vivencial) ou processamento da vivência, pode-
se avaliar a equipe em três aspectos:
· Resultado
·
Comprometimento
· Processo
Possíveis temas a discutir:
· Passar e
receber a bola (informação X comunicação).
· Saber
ouvir e fazer-se entender.
·
Planejamento eficaz X planejamento ineficaz.
· Estratégia
compartilhada.
·
Importância de se ter foco individual, mas uma visão sistêmica para a
aquisição de resultados.
4.2 - A colagem
Objetivos: Comunicar uma mensagem de maneira
criativa, usando instrumentos simples e material impresso
disponível (revistas, jornais, etc).
Nº de Participantes: Não há limites
Material: Papelógrafo para todos os grupos, revistas,
jornais, tesoura, cola, pincel atômico.
Desenrolar:
Divide-se o grupo em equipes de 5 a 8 pessoas.
O facilitador da dinâmica explica em que consiste a
colagem: é um cartaz feito por diversas pessoas, com
recortes, fotos, ou outros, para comunicar o que
pensam estas pessoas sobre determinado tema. (O
coordenador pode relembrar o tema que está sendo
discutido).
As equipes, de 5 a 8 pessoas discutem o tema.
Buscam fotos, recortes, letras de jornais e outros para expressar
o que discutiram. Colam tudo num papelógrafo. As
diferentes colagens são apresentadas em plenária e discute-
se o que cada colagem quis dizer.
As pessoas que fizeram a colagem podem complementar
as interpretações, se for preciso.
"Esta dinâmica pode ser usada para avaliar um
grupo. Existe sempre um ponto em comum, ou seja, o ponto
onde as diferenças se integram. Refletir e buscar
qual é o ponto de comum união (comunhão)."
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