SEMANA
CATEQUÉTICA – 2.012
DIA 30/01/2.012
TEMA: “QUEM ENCONTRA CRISTO,
ANUNCIA A CRISTO”
ASSESSOR: PADRE JOÃO
INICIAÇÃO CRISTÃ
As novas diretrizes da CNBB (2011-2015) continuam a
indicar a Iniciação Cristã como elemento fundamental para a evangelização em
nosso país. Em vista disso, sente-se a necessidade de aprofundar a reflexão
sobre esta temática. Dentre outras direções que se possa tomar, é oportuno e
mesmo imprescindível estudá-la a partir da sua florescência, nas PRIMEIRAS
COMUNIDADES CRISTÃS.
POR QUE UM PROCESSO PREPARATÓRIO?
Com efeito, ali encontram-se as raízes dessa experiência
incipiente, que atravessou os séculos e sobreviveu às tantas mudanças operadas
na história do cristianismo. Uma pergunta pertinente, para começar a abordagem,
seria acerca da necessidade de estabelecer, já naquele tempo, um período
preparatório para ingressar nas fileiras dos seguidores de Jesus de Nazaré.
NEM JUDAÍSMO, NEM
CRISTIANISMO DA PRIMEIRA HORA!
Considere-se, para tanto, o fato de o judaísmo não possuir
um processo prolongado [...] de adesão à lei mosaica dos seus convertidos. No
que diz respeito à experiência cristã da primeira hora, se tomarmos por exemplo
At 2,37-41; 8,26ss;10,34ss (todas restritas ao espaço territorial judaico)
deixa entrever o critério da decisão, imediatamente seguido da admissão. Essas duas
realidades, portanto, não explicam a necessidade e importância do surgimento
desse processo iniciático, que se firmara nas comunidades de modo tão
criterioso.
RESPOSTA:
INCULTURAÇÃO
A resposta à questão encontra-se no processo inculturativo
realizado pelo cristianismo, penetrando nas regiões mais longínquas do Império
Romano, e aqui as viagens missionárias de Paulo, pelo Mediterrâneo afora, tornam-se
uma marca referencial decisiva. Esse êxodo do ambiente judaico marcou definitivamente
o perfil da então nova religião, diante da qual descortinava-se uma nova matriz
cultural, greco-romana, cuja marca característica era o helenismo [não é o caso
de abordar aqui uma certa presença helenística no próprio ambiente judaico].
Todas as grandes cidades do império respiravam essa atmosfera. Os elementos, característicos
dessa cultura, eram vários; a interferência, porém, em termos religiosos, pode ser
observada ao menos de dois prismas.
Há que se destacar, em primeiro lugar, a incidência de
uma série de vertentes religiosas. De fato, o ambiente mediterrâneo, no I
século d.C, podia ser comparada a um caudilho onde fervilhavam diversas
expressões religiosas.
I) OS CULTOS
MISTÉRICOS, UM TRONCO COM MUITOS RAMOS.
Merecem menção os cultos mistéricos de algumas divindades
pagãs (Mistérios de Eleusis, de Mitra, de Isis). Todos eles, na sua
peculiaridade, traziam um ponto comum: os candidatos deviam passar por um longo
processo iniciático, podendo, depois, passados os escrutínios, serem admitidos
a esses ciclos religiosos fechados e segredosos.
Entende-se, daí, o motivo da escassez de documentação, devendo-se
acrescentar, ainda, o caráter extramente sincrético dessas manifestações.
O MISTÉRIO CRISTÃO
Dessa experiência mistérica pagã, penetrou no vocabulário
cristão toda uma terminologia, perceptível ainda em nossos dias. Assim, da raiz
mu,w[myw= coisa escondida] deriva o próprio termo mistério, mística, mistagogia.
O termo iniciação, em grego encontra sua origem nesta mesma raiz,
mu,sthj[=mystes, iniciado nos mistérios]. Enfim, musth,rion[mysterium] era a
palavra grega para expressar essa realidade. Na passagem para o latim, mysterium
torna-se uma realidade mais abrangente, e, para expressar momentos ou sinais
específicos adota-se o termo sacramentum. Assim, de um único termo grego
acabamos com dois termos no latim e nas suas línguas derivadas. [Além da
terminologia, podem ser detectados alguns elementos concretos. Um sinal
equivalente, na comunidade cristã, dessa prática religiosa secreta pagã, pode
ser visto na chamada DISCIPLINA DO ARCANO = aos “estranhos” não são revelados
os mistérios do culto da comunidade reservado exclusivamente aos iniciados].
II) AS CORRENTES
FILOSÓFICAS:
Em segundo lugar, despontam as tantas linhas filosóficas desse
espaço geográfico, fortemente marcado pela influência do pensamento grego. Era
um racionalismo pagão cujas fronteiras com o religioso eram difíceis de serem
delimitadas.
O PLATONISMO (X
CRISTIANISMO)
Dentre as muitas correntes então existentes, uma marcaria
presença decisiva no pensamento cristão: o platonismo; nas suas variadas
versões, médio e neoplatonismo. Há que se pontuar, ainda, o grande esforço dos
primeiros pensadores cristãos para dar à sua religião um perfil, um embasamento
filosófico que, na prática, segundo a concepção acadêmica do tempo, significava
seriedade, profundidade e até legitimidade. Os filósofos tendiam a ver o
cristianismo como uma nova filosofia, e, nesse sentido o episódio de Paulo no areópago
de Atenas assume valor emblemático (cf. At 17,22ss).
CRISTIANISMO (=
FILOSOFIA)
O resultado de todo esse empenho não se faria esperar, e
o decorrer dos séculos seguintes marcaria, em grande escala, o abraço do
pensamento grego com o cristianismo, ao ponto de no IV século uma coisa
(filosofia) tornar-se sinônimo da outra (fé cristã)!
Um certo paradoxo pode ser apontado nesse atitude de
superação do paganismo e concomitantemente aproximação do seu pensamento! A
solução, em cada autor, em cada reflexão feita, consistirá em procurar uma
síntese entre essas duas posturas. Frente ao panorama completamente novo e
bastante complexo desse ambiente, o grande imperativo passa a ser a inculturação,
um processo exigente que a “nova religião” deveria enfrentar e cujo resultado,
na dimensão de perdas e ganhos, poder ser amplamente discutido.
EXCLUSIVIDADE DA
MENSAGEM CRISTÃ
Por outro lado, a consciência do novo e inusitado da
mensagem cristã requeria uma posição firme, para formar uma identidade distinta,
inconfundível, e a primeira literatura extra bíblica (Didaké, Pastor de Hermas,
Carta a Diogneto, dentre outros) calcava insistentemente neste ponto. Essa
consciência devia tornar-se objeto de transmissão às gerações futuras. Isso
requeria tempo, preparação, maturação. A questão de fundo sempre permanecia:
como fazer esse processo sem descaracterizar-se? Alguns grupos religiosos, como
o gnosticismo por exemplo, simpatizavam com a mensagem cristã e até reconheciam-se
cristãos, mas interpretações e posições acerca dos dados fundamentais da fé nem
sempre estavam em sintonia com a concepção cristã.
UM CONTEXTO
COMPLEXO!
Nesse clima é que vemos surgir à instituição do catecumenato
cristão e todo o processo iniciático. Afirmar taxativamente que seja uma reprodução
adaptada dos cultos mistéricos seria simplificar demais a questão. Por outro lado,
não se pode destacá-lo radicalmente dessa realidade e ver aí uma novidade exclusivamente
cristã. A influência existe, e mais do que refleti-la no seu aspecto mimético, deve-se
fazê-lo no seu aspecto ético. Portanto, nos relatos conservados das primeiras experiências
cristãs catecumenais, deve-se estar atento para detectar a relação entre essas duas
realidades.
DUAS CHAVES DE
COMPREENSÃO PARA AS ORIGENS CRISTÃS:
Lançados esses fundamentos, já se pode partir para alguns
critérios que devem ser levados em conta acerca da Iniciação Cristã. Como quase
tudo o que se faz em termos de origens cristãs, deve-se estabelecer duas linhas
demarcatórias iniciais: a primeira geográfica, a segunda cronológica. Para esta
última, deve-se distinguir ao menos dois momentos: anterior e posterior às perseguições,
Igreja “independente” e Igreja “imperial”, séculos II-III, séculos IV-V etc.
Para tudo isso, o divisor de águas encontra-se no alvorecer do IV século (313),
com o edito de tolerância, a chamada Paz de Constantino.
ORIENTE E OCIDENTE: FORMAR PARA UMA REALIDADE DE
PERSEGUIÇÃO
Para essa divisão cronológica, os séculos II e III
apresentam algumas experiências das comunidades que deixam entrever a primeira demarcação
estabelecida, a geográfica. O Oriente tem o privilégio de relatar as
experiências mais antigas. Já o Ocidente enriquecerá seus relatos mais a partir
do III século, e aqui as comunidades da África Romana (norte) dão o seu grande
contributo. O ponto a ser destacado é que, superado o choque cultural do
primeiro momento, a formação à adesão da fé volta sua atenção a um aspecto muito concreto do
seguimento de Cristo, a possibilidade da perseguição e consequente martírio. É
imprescindível que os catecúmenos estejam cientes dos perigos que poderão
enfrentar. Essa disposição ajuda a compreender que um objetivo concreto e determinado sempre norteou a formação
dos candidatos aos sacramentos; destaque para as situações mais exigentes:
inculturar-se sem descaracterizar-se, assumir a fé batismal até as últimas
consequências, evitar as falsas doutrinas.
NOVO OBJETIVO:
COMBATER A TENDÊNCIA AO COMODISMO
O término das perseguições, no alvorecer do IV século,
trará novos apelativos à vida cristã, que agora se encontra naturalmente inculturada
no ambiente grecoromano, inclusive com um nítido afastamento da matriz judaica.
Finalmente chegou o tempo da bonança, e a migração para a nova religião,
favorecida pelo poder imperial, supera todas as expectativas. Desse momento
tardio antigo em diante, a documentação da Iniciação Cristã é farta tanto no
Oriente quanto no Ocidente, tanto do cristianismo grego quanto do latino. É
quando se vê despontar a Idade de Ouro da Patrística com seus grandes nomes: no
Oriente, Atanásio, os Capadócios (Basilio, Gregório Nazianzeno e Gregório de
Nissa), Cirilo de Jerusalém, João Crisóstomo; no Ocidente: Hilário de Poitier,
Ambrósio, Agostinho, dentre outros. É o momento das grandes catequeses
batismais e mistagógicas, e, mais uma vez, a formação cristã tem um acento
próprio. Além das preocupações anteriores que, ao menos parcialmente,
permanecem, agora é incentivada a vida acética, masculina e feminina, a fuga do
mundo, a busca das raízes, para contrabalançar uma certa moleza proveniente
desse tempo de liberdade e tutela imperial. Para todos esses indicativos, a
vida monástica vai despontando como a solução ideal que, adentrando ao
medioevo, se estabelecerá com intermináveis perspectivas futuras.
FINALMENTE O
RECURSO AOS TEXTOS (EVITAR ALGUNS RISCOS!)
Vistos e considerados esses pressupostos, já se pode
fazer recurso aos textos aproximando-se deles com mais habilidade e qualidade.
Nesse processo, é necessário procurar evitar alguns riscos, dos quais o maior
seria transferir deliberadamente o modelo das origens cristãs à atualidade. É
preciso levar em conta que, na propriedade e particularidade, cada texto é
reflexo de uma realidade específica. É preciso superar a tendência a
absolutizar determinada prática, tornando-a absolutamente normativa. A norma eram
sacramentos da Iniciação, Batismo, Unção, Eucaristia.
Dentro disso, as várias tradições geográficas, regionais
e locais, os diferentes períodos cronológicos deixaram suas experiências, que
serviram para o seu tempo, e permaneceram como paradigma para os posteriores.
PALAVRAS FINAIS
Dessa perspectiva, portanto, partem nossos interrogativos
sobre a Iniciação Cristã dos primórdios cristãos, seu processo, de preparação e
seleção, seu sacramentos, suas exigências na vida quotidiana.
Finalizamos, apresentando em forma de sugestão, algumas
questões que podem, a partir do acima exposto, nortear as propostas pastorais
para a Iniciação Cristã na nossa realidade eclesial.
ATUALIZAÇÃO DAS
QUESTÕES
I) O que de igual e diferente existe entre a realidade
pastoral das primeiras comunidades cristãs e a das nossas?
II) Inculturação e Iniciação cristã. Como relacionar
essas duas coisas na nossa atualidade pastoral?
III) Mesmo a partir do IV século, com o aumento
expressivo do número de cristãos, o processo da Iniciação Cristã nas primeiras
comunidades era
marcado pelas dimensões pessoais e comunitárias. Como
articular esse equilíbrio para nossas megas comunidades?
IV) Além da própria disposição e decisão do candidato, no
catecumenato eram fundamentais a presença do pastor e do catequista,
representantes da comunidade. Eis aqui um ponto a ser refletido.
V) Objetivamente, quais seriam os desafios da nossa
realidade pastoral a nortearem o nosso processo de Iniciação Cristã?
à
Pe. Edinei da Rosa Cândido - Arquidiocese de Florianópolis - Professor do ITESC
Bibliografia para conhecer um pouco da Iniciação nas
origens cristãs:
• O Sacramento do Batismo nas Fontes Cristãs
(Tertuliano), Ed. Vozes, 1975.
• Catequeses Mistagógicas de São Cirilo de Jerusalém, Ed.
Vozes, Rio de Janeiro, 1977.
• Catequeses Pré-Batismais de São Cirilo de Jerusalém,
Ed. Vozes, Rio de Janeiro, 1978.
• Didaqué, o catecismo dos primeiros cristãos, Ed.
Paulinas, São Paulo, 1989.
DIA 31/01/2.012
TEMA: “MISTAGOGIA, EXPERIÊNCIA
DO MISTÉRIO”
ASSESSOR: FREI MAURO
Introdução
A Igreja recebeu
de Cristo a missão de evangelizar, isto é, levar a todos os povos e nações a
novidade que é o Reino de Deus. Um reino que é serviço, solidariedade,
fraternidade, unidade, justiça e paz. Essa missão é ao mesmo tempo um chamado
de Deus para que cada discípulo de Jesus seja efetivamente um missionário, na
sua terra ou no mundo. Assim disse Jesus:
“Vão e façam com que todos os povos se
tornem meus discípulos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês” (Mt 28,19-20).
Como Igreja e
como discípulos de Jesus temos esse grande desafio de levar as pessoas a um
contato vivo e pessoal com Jesus e fazê-las mergulhar na riqueza do Evangelho,
iniciando-as verdadeira e eficazmente na vida da comunidade cristã. Hoje o
mundo precisa de profunda evangelização, e muitos cristãos, de profunda
re-evangelização. Foi para isso que João Paulo II publicou a Carta Apostólica
sobre o III Milênio na qual trabalha os temas da evangelização e re-evangelização.
Instrumentos
sempre adequados para a evangelização são a Catequese (crianças e jovens) e o
Catecumenato ou a Iniciação à Vida cristã, que têm como destinatários os
adultos ainda não inseridos na vida sacramental da Comunidade.
A Iniciação à
Vida Cristã compreende os sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia,
que são os primeiros que a pessoa (catecúmeno) deve conhecer e receber.
A palavra
“Iniciação” quer dizer ir para dentro, ingresso, introdução, encaminhamento. Desse modo, iniciação cristã vem a ser o
processo que coloca alguém na condição de entrar num novo estado de vida, que é
a comunidade cristã.
Catequese quer
dizer transmitir a doutrina através da palavra (katá+ echo= pelo ouvir).
É o processo que leva a pessoa a ter contato e conhecer o núcleo central da Fé
cristã que é a Pessoa de Jesus de Nazaré. Isso é feito pelo contacto, pela
palavra. Mostrar que Ele é verdadeiramente homem, nascido de Maria (Gálatas
4,4), Filho único do Paia celeste, cheio de graça e de verdade (João 1,14), que
sofreu e morreu por nós e que agora, ressuscitado, vive conosco para sempre.
Ele é o Caminho,a Verdade, a Vida. É a profissão de fé da Igreja primitiva. São
Paulo chama de “Mistério de Cristo” essa profissão de fé (Efésios 3,10.18).
A Catequese durante
muito tempo se limitou à infância como uma preparação para a 1.ª Eucaristia e à
Crisma para os jovens. Hoje a Catequese procura alcançar os adultos e as famílias
principalmente.
A Catequese não é
uma tarefa individual, mas da comunidade. E a 1.ª Comunidade é a família e
depois a Paróquia. A catequese deveria ser familiar – como se faz hoje em
muitas paróquias (entre nós, Cândido Mota por ex.). Depois da família vêm a
paróquia e a escola. A catequese não é coisa só para crianças. Daí a
necessidade de se criar e organizar a Catequese para os jovens e para os
adultos, com um conteúdo apropriado. não bastando adaptar o conteúdo da
catequese infantil. O adulto, como diz Paulo, precisa de alimento sólido (1Cor
3,2). Essa catequese é o Catecumenato.
A Catequese não é
uma tarefa individual, mas da comunidade. E a 1.ª Comunidade é a família e
depois a Paróquia. A catequese deveria ser familiar – como se faz hoje em
muitas paróquias (entre nós, Cândido Mota por ex.). Depois da família vêm a
paróquia e a escola. A catequese não é coisa só para crianças. Daí a
necessidade de se criar e organizar a Catequese para os jovens e para os
adultos, com um conteúdo apropriado. não bastando adaptar o conteúdo da
catequese infantil. O adulto, como diz Paulo, precisa de alimento sólido (1Cor
3,2). Essa catequese é o Catecumenato.
è 1. O Catequista
A tarefa de
catequizar, de transmitir a doutrina é confiada primeiramente aos bispos,
presbíteros e diáconos. São eles os responsáveis pela catequese. Depois vem a
comunidade; ela pode delegar, autorizar, dar poder, a uma pessoa para instruir,
transmitir a doutrina a outros em seu nome. Essa pessoa é o catequista. Ele
ajuda a comunidade a refletir sobre a fé, anima a comunidade, instrui e a ajuda
a celebrar a fé na ressurreição.
O catequista deve
ensinar primeiramente com seu testemunho, com sua palavra, com sua vida. Para isso
ele deve ter uma formação permanente. Deve estar inserido na sua
comunidade, conhecer seus problemas, conhecer as Sagradas Escrituras, ter uma
vida de oração, ser fiel à Igreja e preparar-se para exercer bem seu
ministério. Os Encontros Catequéticos, as Semanas Catequéticas, as Reuniões
periódicas de Catequistas são instrumentos de formação.
O VII Encontro de
Catequistas dos cinco estados do sul, chamado VII Sulão de Catequese - cujo
tema foi “Mistagogia, novo caminho formativo do catequista - tratando da
formação do catequista, deixa claro que ele/a devem ter uma formação e
espiritualidade mistagógicas para poderem conhecer, aprofundar e ensinar o querigma.
O que são
realmente mistagogia e querigma?
Mistagogia, é uma palavra com dois
componentes: mist = mistério e agogia = que quer dizer arte de
conduzir. Então, mistagogia é a ação de guiar, levar a pessoa para dentro do
mistério. Equivale a Iniciação. É uma ação catequética que vai realizando-se
progressivamente.
A tarefa da
catequese mistagógica não é a de transmitir conhecimentos, mas levar o
catequizando a fazer a experiência de fé em Jesus Cristo e a ele aderir. Isso é
o crer. Crer, então, não é apenas aceitar Jesus como Salvador, mas aderir a ele
e fazer o que ele fez e ensinou.
Então, a
Catequese mistagógica é um processo abrangente e não um mero cursinho de religião, uns meses
de aulinhas ou um breve curso de teologia. Trata-se de dar condições existenciais
para uma adesão consciente e coerente ao Senhor. É ajudar o catecúmeno a fazer
o seu caminho de seguimento do Senhor, com todas as consequências que derivam
desse seguimento. Isso leva tempo.
A fé não se reduz
a dogmas ou explicação de dogmas. As pessoas devem ser iniciadas no “mistério
de Jesus” não somente com palavras, mas principalmente através de ações
simbólicas, de ritos. Os ritos têm essa função mistagógica de conduzir as
pessoas para dentro do mistério. A Liturgia “contém” esse mistério. Cada ato,
cada gesto, cada movimento leva a mergulhar no mistério de Deus. O mistério de
Deus, aqui, nada mais é do que, o projeto, o plano de Deus de salvação que é
mostrado na Pessoa de Jesus, sua vida, morte e ressurreição
Kerigma, por
sua vez, é uma palavra que significa
“coisas manuais”, coisas simples, elementares. Na linguagem teológica e
catequética passou a significar o ensino, a transmissão dos conteúdos básicos,
fundamentais, da fé cristã. O kerigma era uma frase, um enunciado breve que
continha elementos fundamentais da fé, como por ex., “Jesus, o Cristo, morto e
ressuscitado” Esse era um dos enunciado básicos, que seria, depois, aprofundado
pela Catequese e pelo testemunho. O kerigma era uma primeira etapa da
evangelização, e devia dar aos catecúmenos os elementos básicos da fé, levando
o catecúmeno à maturidade cristã de fazer-se discípulo de Jesus, e segui-lo.
Resumindo.
O querigma é a proclamação sobre Jesus Cristo: sua
Pessoa, sua vida, sua obras, ensinamentos, paixão, morte, ressurreição, ascensão,
Senhor do universo; ainda a proclamação sobre a vinda do Espírito Santo e surgimento
da Igreja.
A mistagogia é
o caminho para se ir conhecendo Jesus. É
preciso conhecê-lo profundamente e a sua obra para poder amá-lo e querer ficar
com ele: “Encontramos o Senhor! Vem e vê” (Jo 14b.46c).
è 2. A formação mistagógica, caminho para
avançar.
(Texto base p. 25 a 30)
(Texto base p. 25 a 30)
a) Elementos
ou qualidades para um eficaz ministério catequético dos
discípulos-missionários:
Relacionamento fraterno, amigo,
comunicativo de uns para com os outros. Cara fechada, azedume, pessimismo,
derrotismo, desânimo comprometem qualquer trabalho.
Assumir sua comunidade, seu
grupo com garra e responsabilidade
Trabalhar em Comunidade. A catequese não é
projeto pessoal, sua catequese, mas comunitária, da Igreja, da Comunidade. Exercer o ministério em sintonia com a
Comunidade e seus dirigentes. Lutar pela unidade eclesial.
Discernimento, isto é,
capacidade para avaliar o próprio trabalho, e a avaliar a si mesmo, descobrindo
as próprias limitações.
A convivência do catequista mistagogo: viver
em comunhão em relação á pessoas; cultivar fortes amizades
Ser pessoa educada e ter delicadeza diária
de enfrentar as dificuldade de convivência
Tentar formar comunidade de relações,
quer com os catequizandos, como suas famílias e os demais catequistas. Isso
elimina o individualismo que estraga tudo.
Não fazer distinção e muito
menos exclusão, preferências. Preferência evangélica é válida para com os humildes,
pobres, minoria.
b) O saber do catequista mistagogo
O verdadeiro
catequista mistagogo dá valor à própria formação. Procura conhecer a realidade
socio-ambiental de sua comunidade, de seus catequizandos., os problemas que
possam estar afligindo a família do catequizando, os dramas pessoais e
familiares que sempre acontecem. Não adiante jogar religião em cima de
problemas não resolvidos. Por isso é importante procurar ter conhecimentos
religiosos, teológicos, bíblicos. Isso tudo chama-se saber. Ninguém é capaz de obter isso sozinho ou
rapidamente. Há meios para alcançar esse saber:
Leitura, estudo e
interpretação da Bíblia.
Pratica a Leitura
Orante da Bíblia
Conhecimento e
vivência da Liturgia: as palavras, os ritos, os gestos, os símbolos.
Ter conhecimento
das verdades da fé a partir do Mistério pascal (Catecismo Católico)
Conhecer e
estudar os Documentos e Orientações sobre a Catequese
Conhecer os
problemas da ecologia e do meio-ambiente
Ter coerência de
vida
Ninguém pode
desistir pensando que é incapaz de observar ou fazer tudo isso. Essas
indicações são metas a serem alcançadas lentamente. Através do dia-a-dia. Como
se diz: é um processo lento. Ninguém fica sábio de repente, Essas propostas
servem de estímulo.
Concluindo:
Na pedagogia da fé o princípio é: aprender
fazendoEstar pelo menos sempre disposto/a para uma formação contínua
Sem dispensar o esforço pessoal para adquirir o saber, lembremo-nos de que ensinamos mais pela ternura, bondade, misericórdia, acolhida e compaixão – como Jesus
è 3. A espiritualidade do catequista mistagogo
(Texto base p. 30-33)
Espiritualidade é
o conjunto de tudo o que somos. A espiritualidade nos torna capazes de entrar
na vida de Deus. Ela envolve todo nosso ser: nossas atitudes, comportamentos identidade.
Ela é alcançada através da vivência de cada dia, buscada na Palavra de Deus,
vida de oração e frequência dos sacramentos, com vida eucarística profunda e
participação na vida litúrgica da comunidade.
O cultivo de uma
espiritualidade autêntica, adulta, leva o catequista mistagogo a perceber que a
sua catequese não é uma mera doutrina nem mesmo um passar de conhecimentos, mas
é um testemunho de força transformadora que brota do amor da Trindade e que se torna
efetivo e eficaz na vida de seus catequizandos pelo poder do Espírito Santo.
A participação, frequência
e vivência da vida litúrgica dá ao catequista mistagogo, sentido e significado
para tudo aquilo quem ele crê e ensina. A liturgia é celebração daquilo que se
crê. Ela faz a sintonia entre fé e vida. A formação litúrgica do catequista
deve levar em conta alguns fundamentos:
Centralidade
do Mistério Pascal (paixão,
morte e ressurreição do Senhor), fundamento da fé cristã. Uma espiritualidade cristológica.. Jesus
Cristo é o fundamento, base de toda a vida litúrgica.
Conhecimento
da História da salvação (buscada
na Bíblia). É o projeto de Deus para a salvação de todos por Jesus Cristo. O
catequista deve ser o portador dessa Boa Nova.
Crer na força
do Espírito Santo, que
possibilita pela liturgia, o exercício do sacerdócio comum dos fiéis, isto é, o
catequista pode e tem o direito de ensinar, pregar, anunciar Jesus Cristo, orar
pela Comunidade, participar da liturgia, interceder. Isso tudo é possível pela
força do Espírito Santo que lhe foi dado no Batismo.
Finalmente: a Leitura
Orante da Palavra de Deus. Ela é instrumento para se conhecer a vontade de Deus e o mistério do
Cristo. Ela é alimento que prepara o discípulo, catequista mistagogo, a ser missionário
e ser entusiasmado anunciador do Evangelho.
A Leitura Orante
leva a: Acolher a Palavra (o que Deus me diz pelo texto; leitura atenta, devagar, repetida); Silêncio
para interiorizar a Palavra; Meditar
a Palavra de Deus (O
que Deus me diz por essa Palavra); Rezar a Palavra (O que eu posso e quero dizer a Deus a partir
dessa Palavra); Contemplar a Palavra: descobrir a presença de Deus no mundo e se comprometer a ajudar, a
melhorar a transformar a realidade como pudermos. A contemplação leva a compromisso.
O objetivo da
Leitura Orante não é interpretar a Palavra, mas interpretar a nossa vida à luz
da Palavra e encontrar-se com o Deus que nos fala hoje pela realidade do mundo
quem nos cerca. A Leitura Orante da Bíblia é muito mais proveitosa quando feita
em comunidade.
Dedicar alguns
momentos do dia para Ler a Palavra, celebrá-la na participação da liturgia e
vivê-la no dia-a-dia. Esses momentos dedicados ao encontro com Deus, à
intimidade diária com Ele, constituem forte experiência da espiritualidade do
catequista mistagogo.
DIA 01/02/2.012
TEMA: “CATEQUESE: PERSPECTIVA
CRISTOLÓGICO-BÍBLICA – A REALIDADE INTERPELANTE NA FORMAÇÃO DOS CATEQUISTAS”
ASSESSOR: PADRE EDGAR
E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho.
Em caindo a tarde, lá estava ele, só”. (Mt 14.23)“
“Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar
deserto e ali orava”. (Mc 1.35)
“E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar”. (Mc
6.46)
“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava”.
(Lc 5.16)
“Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a
noite orando a Deus”. (Lc 6.12)
“Estando ele orando à parte, achavam-se presentes os
discípulos”… (Lc 9.18)
“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando
terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como
também João ensinou aos seus discípulos”. (Lc 11.1
“Ele, Jesus, nos dias de sua carne, tendo oferecido, com forte
clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo
sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência
pelas coisas que sofreu” (Hb 5.7-8)
A vida
espiritual de Jesus seria a qualidade da sua espiritualidade. Espiritualidade
se refere ao conjunto de valores e atitudes em relação ao todo o nosso redor.
Não se trata somente de religiosidade, trata-se também da área econômica,
social, de lazer, afeto, atitudes, etc. Nada fica fora da espiritualidade: o
chupar de um sorvete é tão espiritual como fazer uma oração; passear, como
prestar culto; fazer amor, como ler a Bíblia e dormir, como fazer um culto de
vigília.
A
espiritualidade de Jesus não se refere somente à sua comunhão com Deus, mas
também à sua comunhão com o próximo, à sua perfeita integração com tudo e o seu
equilíbrio. Jesus não fez a falsa distinção entre "espiritual" e
"material"; não desprezou um a favor do outro (não SÓ do pão viverá o
homem). O PÃO e a PALAVRA são de igual importância, cada um tem o seu lugar e a
sua hora. Um não é superior ao outro. A vida espiritual de Jesus é justamente o
equilíbrio e aceitação da vida como ela é, vivendo-a ao máximo.
à"O
núcleo da ESPIRITUALIDADE de Jesus era a intimidade com Deus a quem Ele tratava
com muito carinho.”
Sou rodeada de pessoas "duras", aparentemente sem coração...Como tratar a Deus com carinho se este é sentimento (e o mesmo vem do coração) SE NÃO SOU FLEXÍVEL?
à"Deus era Nele uma EXPERIÊNCIA DE AMOR. Não um conceito doutrinário ou teológico: DEUS ERA EM JESUS, uma experiência afetiva, afetuosa.”
As pessoas com dificuldade em manifestar afeto, normalmente tem resistência nesta experiência.
à"Jesus tem profunda intimidade com o Pai. É apaixonado pelo pai, gasta tempo com Ele. Jesus vive a sua ESPIRITUALIDADE acima das práticas a que se conduz e a nós, a prática cristã.”
Percebo que Jesus vive além, muito acima das aparências...Faz com a alma...ama com paixão...
Nós fomos educados a cumprir normas pura e simplesmente como que para uma lavagem de mão diante de fatos mais delicados e que poderiam ser para nós situação de risco...
à “Ele cultiva os dons de Deus n'Ele, Ele que tem a plenitude dos dons. A missão de Jesus é tão importante que merece a nossa santidade.Jesus permite que o Pai o invada com seu amor”
Vejo que aqui neste ponto, nos distanciamos em muito do jeito de viver de Jesus, pois não nos empenhamos em doar os nossos dons em causas mais altruístas, quando muito os usamos em próprio benefício.
Bloqueamos a Ação amorosa do Pai por projetarmos nossas experiências com os relacionamentos humanos, correlacionando-os com o envolvimento com o Divino, vejo assim...
à “Jesus integra-se ao Pai. Ele vive uma experiência de Deus, não sobre Deus.
Jesus chega ao ápice do encontro entre a manifestação de Deus e a acolhida do Ser humano.”
à “Jesus envolve-se na totalidade da sua existência: o Sentimento (coração): a inteligência (o pensar); a Vontade (as atitudes)".
Jesus vê o mundo com os olhos do Pai.
Jesus fala e ANUNCIA o Reino do Pai.
Quando a vida é ameaçada. Ele denuncia. Rege contra os desvios da vontade do Pai, da ética, da justiça. Jesus une: Céu e Terra: Deus e homem, Fé e Vida; Mística e Justiça. Revela um pai pessoal que ouve os lamentos do povo. Anuncia não a si, mas o Reino de Deus. Jesus dinamiza e intensifica a sua vida e vida dos irmãos. Em Jesus encontramos força para vencer as tentações, para não perder a serenidade, para não se corromper, para triunfar sobre os fracassos. Jesus, princípio de uma NOVA HUMANIDADE reabilita o ser humano, exige mudança interior, vive a Esperança.
Jesus triunfa na situação profunda de perseguição.
É um vencedor, Jesus segue e dá Testemunho. Jesus inspira uma escuta recíproca e eficaz no Discutível, Ele nos dá liberdade; no Essencial, unidade;no Tudo, caridade. Seduzido pelo Pai, seduz os homens a Deus.
Aceita antes uma derrota com honra que uma vitória suja. Jesus renova, purifica, reanima, faz descansar.
Faz-nos conhecer a nós mesmos em primeiro lugar. Aponta o caminho do verdadeiro eu. Jesus nos mostra que a sua comunidade é a sua família quando afirma: "Minha mãe e meus irmãos são os que fazem a vontade do Pai." Sua fé, Esperança e Caridade reconstroem em nós a imagem da Trindade. Sua ESPIRITUALIDADE É A MISERICÓRDIA.
Quando aprendi que misericórdia é agir com o coração, pude finalmente compreender e saborear a profundidade da ESPIRITUALIDADE DE JESUS...
Sou rodeada de pessoas "duras", aparentemente sem coração...Como tratar a Deus com carinho se este é sentimento (e o mesmo vem do coração) SE NÃO SOU FLEXÍVEL?
à"Deus era Nele uma EXPERIÊNCIA DE AMOR. Não um conceito doutrinário ou teológico: DEUS ERA EM JESUS, uma experiência afetiva, afetuosa.”
As pessoas com dificuldade em manifestar afeto, normalmente tem resistência nesta experiência.
à"Jesus tem profunda intimidade com o Pai. É apaixonado pelo pai, gasta tempo com Ele. Jesus vive a sua ESPIRITUALIDADE acima das práticas a que se conduz e a nós, a prática cristã.”
Percebo que Jesus vive além, muito acima das aparências...Faz com a alma...ama com paixão...
Nós fomos educados a cumprir normas pura e simplesmente como que para uma lavagem de mão diante de fatos mais delicados e que poderiam ser para nós situação de risco...
à “Ele cultiva os dons de Deus n'Ele, Ele que tem a plenitude dos dons. A missão de Jesus é tão importante que merece a nossa santidade.Jesus permite que o Pai o invada com seu amor”
Vejo que aqui neste ponto, nos distanciamos em muito do jeito de viver de Jesus, pois não nos empenhamos em doar os nossos dons em causas mais altruístas, quando muito os usamos em próprio benefício.
Bloqueamos a Ação amorosa do Pai por projetarmos nossas experiências com os relacionamentos humanos, correlacionando-os com o envolvimento com o Divino, vejo assim...
à “Jesus integra-se ao Pai. Ele vive uma experiência de Deus, não sobre Deus.
Jesus chega ao ápice do encontro entre a manifestação de Deus e a acolhida do Ser humano.”
à “Jesus envolve-se na totalidade da sua existência: o Sentimento (coração): a inteligência (o pensar); a Vontade (as atitudes)".
Jesus vê o mundo com os olhos do Pai.
Jesus fala e ANUNCIA o Reino do Pai.
Quando a vida é ameaçada. Ele denuncia. Rege contra os desvios da vontade do Pai, da ética, da justiça. Jesus une: Céu e Terra: Deus e homem, Fé e Vida; Mística e Justiça. Revela um pai pessoal que ouve os lamentos do povo. Anuncia não a si, mas o Reino de Deus. Jesus dinamiza e intensifica a sua vida e vida dos irmãos. Em Jesus encontramos força para vencer as tentações, para não perder a serenidade, para não se corromper, para triunfar sobre os fracassos. Jesus, princípio de uma NOVA HUMANIDADE reabilita o ser humano, exige mudança interior, vive a Esperança.
Jesus triunfa na situação profunda de perseguição.
É um vencedor, Jesus segue e dá Testemunho. Jesus inspira uma escuta recíproca e eficaz no Discutível, Ele nos dá liberdade; no Essencial, unidade;no Tudo, caridade. Seduzido pelo Pai, seduz os homens a Deus.
Aceita antes uma derrota com honra que uma vitória suja. Jesus renova, purifica, reanima, faz descansar.
Faz-nos conhecer a nós mesmos em primeiro lugar. Aponta o caminho do verdadeiro eu. Jesus nos mostra que a sua comunidade é a sua família quando afirma: "Minha mãe e meus irmãos são os que fazem a vontade do Pai." Sua fé, Esperança e Caridade reconstroem em nós a imagem da Trindade. Sua ESPIRITUALIDADE É A MISERICÓRDIA.
Quando aprendi que misericórdia é agir com o coração, pude finalmente compreender e saborear a profundidade da ESPIRITUALIDADE DE JESUS...
TEMA: “A FORMAÇÃO
MISTAGÓGICA, CAMINHO PARA AVANÇAR”
ASSESSOR: FREI CALINHOS
O INICIADO DEVE TER PROFUNDA CONVICÇÃO QUE
SEU DISCIPULADO O IMPELE A SER MISSIONÁRIO
Quais as minhas
convicções de fé e de vida?
Essas convicções
têm sido percebidas pelo meu próximo na cotidianidade da vida?
Que sinais eu reconheço em mim do Ressuscitado?
Que sinais eu reconheço em mim do Ressuscitado?
E os catequizandos percebem isso?
CAMINHO PARA AVANÇAR: CAMINHO PARA AVANÇAR:
PARA ONDE?
COMO? QUANDO? PORQUE? |
FAZER JESUS
ACONTECER é apresentar a pessoa de Jesus Ressuscitado de uma forma viva, tão
fascinante, tão envolvente, tão forte e convincente que o ouvinte fique
impressionado e desejoso de conhecê - lo.
E COMO FAZER PARA
QUE ISSO ACONTEÇA?
NECESSIDADE DE CAUSAR:
ESPANTO E ADMIRAÇÃO POSSIBILIDADE– MOSTRAR NO MEU ROSTO A FACE DE CRISTO; TESTEMUNHO FIEL E EXEMPLAR DAQUILO QUE PROFESSO. |
POR TUDO ISSO A
CATEQUESE NÃO PODE SER UM PROGRAMA OU
UMA SIMPLES TEORIA, MAS COMUNICAÇÃO DA
EXPERIÊNCIA DE CRISTO.
NO NOSSO CASO
COMO COMEÇO A SER CRISTÃO?
PELO ENCONTRO
COM UM ACONTECIMENTO OU UMA PESSOA QUE DÁ UM HORIZONTE À MINHA VIDA .
ESTE
MARAVILHAMENTO CAUSA EM MIM O PROCESSO DE CONVERSÃO, TRANSFORMAÇÃO PROFUNDA:
SEPARAÇÃO, PROVA E RENOVAÇÃO; RENÚNCIA A LÓGICAS INJUSTAS E OPÇÕES
FUNDAMENTAIS DE VIDA;
|
MEU SER MEU SER
* MEU CONVIVER MEU CONVIVER
* MEU SABER MEU SABER
* MINHAS PEQUENAS PRÁTICAS COTIDIANAS MINHAS PEQUENAS PRÁTICAS COTIDIANAS
à Mateus 23, 10 - 11: O maior seja o menor como eu vos fiz;
João 13,14 - 15: Dei o exemplo; * MEU CONVIVER MEU CONVIVER
* MEU SABER MEU SABER
* MINHAS PEQUENAS PRÁTICAS COTIDIANAS MINHAS PEQUENAS PRÁTICAS COTIDIANAS
à Mateus 23, 10 - 11: O maior seja o menor como eu vos fiz;
João 15,12: Assim como eu vos amei.
O CATEQUISTA É UM ESPECIALISTA DA TERNURA E DO
VIGOR E É POR SUAS RELAÇÕES HUMANAS QUE A MENSAGEM SE TORNA EFICAZ. DESSE MODO
SOU CONDUZIDO AO MISTÉRIO DO RESSUSCITADO.
MISTAGOGIA
É A ARTE DE CONDUZIR PARA DENTRO DO MISTÉRIO DA FÉ, LEVANDO O CATEQUIZANDO A
FAZER EXPERIÊNCIA PROFUNDA DO MISTÉRIO DE DEUS, DESENVOLVENDO SUA
ESPURITUALIDADE, CONSTRUINDO A SUA HISTÓRIA E VISANDO O DESENVOLVIMENTO
INTEGRAL NUMA VISÃO DE TOTALIDADE DO SER HUMANO
|
http://www.youtube.com/watch?v=Bpv48BOKSUk





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